Espiritista Terra

Espiritista terra é um espaço criado em 30/05/2008, destinado a fiel divulgação da doutrina espírita.”Melhor é repelir dez verdades do que admitir uma única falsidade, uma só teoria errônea.” Livro dos Médiuns - Cap. XX, item 230. (O Editor).JFCR.

22.6.08

Espiritismo, fonte de Luz.

                                                "Se Deus é por nós, quem será contra nós…". 
                                                                                                     Romanos, 8/31.

É preciso se esteja atento para a correta compreensão das finalidades da doutrina espírita; como Consolador Prometido inicialmente consola; e consola esclarecendo. Em seguida, esclarece; e o faz consolando.

Por essa razão, se nos detivermos na análise da pergunta contida na Epístola de Paulo aos Romanos, utilizando-nos dos ensinamentos da doutrina espírita, responderemos imediatamente e sem pestanejar: contra nós, estarão nossas construções infelizes do passado, que hoje colhemos e que nos mantêm presos a sérios compromissos de reparação perante as sábias e imutáveis Leis do Universo.

A Doutrina Espírita, é essencialmente educadora, e não deixa em momento algum nos faltar o sentido de responsabilidade que devemos assumir perante nossa atual situação de inferioridade e a conseqüente tomada de decisão que precisamos realizar na construção do nosso progresso moral-espiritual como Ser fadado à perfeição e à felicidade.

Esclarece-nos que, somente através do desenvolvimento das Virtudes Divinas, latentes no imo do nosso Ser, e através do trabalho incessante no bem, poderemos reverter a situação, e desde já, iniciar uma nova trajetória, construindo um futuro diferente do nosso presente, pois, se não nos é possível modificar o passado, poderemos sempre melhorar o porvir.

Para isso, nos ensina que as tribulações que nos angustiam hoje, são resultantes de decisões equivocadas que tomamos no ontem distante, e que nos estão retornando exigindo reparação; quando nos instrui sobre lei de causa e efeito, nos mostra a lógica da Justiça Divina, nas relações familiares, sociais, profissionais etc., e todas as outras desditas de que hoje somos “vítimas”, neste abençoado planeta de provas e expiações, com todos os ingredientes de punição dos quais nos fizemos merecedores.

Ao mesmo tempo em que nos esclarece sobre nossas responsabilidades abre-nos o entendimento para compreendermos que depende exclusivamente de cada um de nós, a decisão de continuar no mesmo caminho trilhado a milênios ou a decisão de procurar novos roteiros que nos conduzam no futuro a melhores paragens.

Assegura ainda, que a Terra passa por uma necessária e importante transformação, e que podemos com nosso esforço e dedicação, apressarmos o estabelecimento em nosso mundo do estado de Regeneração, garantindo para toda a sua população dias melhores que os de hoje, com mais harmonia e menos desentendimentos, pois, esse estado de regeneração chegará, cedo ou tarde, para tantos quanto fizerem por merecer.

Os ensinamentos do Mestre de Nazaré, contidos no seu Evangelho, é o perfeito ingrediente que se bem utilizado, nos levará à necessária transformação moral, requisito indispensável ao Bom Cristão para a obtenção desse estado de paz e de felicidade, tão desejado por toda a humanidade.

Não podemos nos achar simplesmente sofredores vítimas da “ má sorte”, como se não tivéssemos nenhuma responsabilidade pelos acontecimentos de nossas vidas, pois, bem nos esclarece a Doutrina Espírita, que Deus é perfeito, Bom e Justo, e o que é perfeito não comete equívocos; temos sim é que assumir nossas responsabilidades, e marchar com nova disposição em busca da Pureza e da Perfeição, pois, somos espíritos em processo evolutivo, assumindo que ainda cometeremos muitos erros, mas procurando sempre acertar, caindo, e levantando, trabalhando na implantação do bem em nossas atitudes diárias, buscando vencer a batalha maior que é contra nós mesmos, resistindo às tentações que continuarão a nos buscar, tendo como fonte de toda e qualquer ação , as mensagens e os exemplos deixados por Jesus.

Tenhamos absoluta certeza, que chegará o dia em que nossos esforços serão recompensados, e que se fizermos por merecer a companhia e o amparo dos Celestes Emissários do Rabi da Galiléia, mais cedo conquistaremos esse estado de espírito que tanto nos inquieta, e se fará sentir na paz da consciência tranqüila, e na certeza do dever retamente cumprido.

E para isso, ouçamos o Espírito de Verdade quando nos chama a atenção para dois ensinamentos primorosos para que possamos encontrar com segurança o caminho que nos levará à perfeição e à felicidade, quando no Evangelho Segundo o Espiritismo em seu Capítulo VI, nos diz: “Espíritas! amai-vos, este o primeiro ensinamento; instruí-vos, este o segundo.

Bibliografia:
Epístola de Paulo aos Romanos Cap. 8 vv. 31;
Kardec, Allan – O Evangelho Segundo o Espiritismo – FEB, 106ª edição , Cap. VI, item 5.

Francisco Rebouças

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Na utilização dos ensinos espíritas

“ Antes sedes uns para com os outros benignos”  Paulo –Efésios, 4:32

Se, procuras na Doutrina Espírita, o roteiro seguro para tua própria renovação, estás convocado a fixar e vivenciar seus ensinos, procurando observar que, o bom administrador, não se limita ao controle dos patrimônios sob sua responsabilidade, deve também saber aplicá-los de forma correta a benefício de todos.

Em qualquer ramo de atividade em que exerças tuas habilidades profissionais ou voluntárias, procura dar exemplo de que os conceitos da codificação da doutrina espírita já te norteiam os passos; não te faças simples número entre os que estudam os fundamentos do consolador, sem dar testemunho de seu aprendizado.

Se, trabalhas como negociante, não te deixes influenciar pela ganância, e não faz do teu comércio a feira dos interesses inferiores, procura sim, de maneira honesta espalhar a fraternidade e o auxílio, entendendo que o teu semelhante é um ser que merece tua atenção e respeito.

Se, trabalhas como operário, não desperdices o tempo, em que deves exercer dignamente tuas tarefas no exercício da simulação e da mentira, procura sim, desempenhar com alegria e satisfação as tuas obrigações profissionais de maneira que possas manter a tua consciência tranqüila do dever retamente cumprido.

Seja qual for a condição em que te movimentas na sociedade, vivencia a mensagem elevada do Cristo no teu dia a dia, enobrecendo tua vida com as virtudes que tua fé raciocinada alicerçada nos fundamentos do espiritismo espera ser comum em tuas atitudes, e, ainda, procura ser um “embaixador” das lições do mestre de Nazaré, enobrecendo os valores da tua condição de ser humano inteligente capaz de raciocinar e desenvolver tuas responsabilidades perante a Soberana Sabedoria do Universo, pois, na condição de espírita que afirmas ser, a disciplina e a caridade devem ser observadas em todas as tuas ações no interesse do bem comum, e procura entender que, é preciso ultrapassar o limite do teu dever para que o ato de servir se converta em amor. Onde quer que nos encontremos, seguindo os nossos princípios de ética e moral, somos constantemente convocados a lecionar disciplinas de entendimento e conduta, na ação da caridade que nos cabe realizar.

Hoje, precisamos ser solidários, amanhã precisamos ser compreensivos, mais tarde precisamos dar testemunho de renúncia, devotamento ao trabalho, com paciência, mais adiante é chegado o momento de saber perdoar incondicionalmente; em fim, desenvolver o nosso espírito no sacrifício em prol de nossa elevação moral espiritual.

A Doutrina Espírita, é na essência, uma universidade onde buscamos nossa necessária, urgente e inadiável redenção.
Cada um de seus seguidores sinceros, deve ter como meta primordial empenhar os maiores esforços no burilamento interior, e procurar educar-se para posteriormente também educar.

Dessa forma, se já compreendes o salutar conteúdo da mensagem do Consolador Prometido por Jesus, abraça com carinho e responsabilidade as tarefas a ti confiadas, seja nesse ou naquele o setor de tuas atividades, e prepara-te para a todo instante, do teu dia a dia, ensinar o caminho da elevação, pela nobre arte do exemplo.

Bibliografia:
Epístola de Paulo aos Efésios, Cap. 4, v. 32.
Publicado originariamente no Jornal Encontro – USE – Franca – SP. Edição Abr/07.

Espiritista Terra

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16.6.08

Passes: caem pouco a pouco, as falsas teorias!

Muitos confrades da doutrina espírita, dando voz ao orgulho próprio que os dominam há séculos, continuam a divulgar seus errôneos conceitos sobre o procedimento do passista na atividade do passe. Outros, começam a modificar suas opiniões anteriores, de forma bem sutil ao identificarem o erro que há muito espalham em relação ao importante papel desempenhado pelo passista na mediunidade de cura.

Assim sendo, alguns poucos, timidamente revendo seus conceitos e identificando a inconstância de seus argumentos, começam a admitir a teoria que antes não aceitavam de forma alguma da movimentação das mãos na prática do passe que condenavam com imperiosa inflexibilidade, vejam o que já admite um desses ferrenhos defensores "da simples imposição das mãos".

"Há espíritas, e certamente isso deve ocorrer com alguns médiuns, que sentem uma influenciação mais forte do Espírito amigo que os auxilia no passe e, movidos por essa influenciação, movimentam o braço seguindo uma intuição especial, que poucas pessoas sentem."

Já é alguma coisa para quem sempre defendeu que o passista deve simplesmente se comportar como "um poste ou como um mero robô, contrariando o que nos ensina a doutrina espírita, conforme contido na Revista Espírita que transcrevemos a seguir.

“O conhecimento da mediunidade curadora é uma das conquistas que devemos ao Espiritismo; mas o Espiritismo, que começa, não pode ainda haver dito tudo; não pode, de um só golpe, nos mostrar todos os fatos que ele abarca; cada dia deles desenvolve novos, de onde decorre novos princípios que vêm corroborar ou completar aqueles que já se conheciam, mas é preciso o tempo material para tudo; qualquer parte integrante do Espiritismo é, por si mesma, toda uma ciência, porque se liga ao magnetismo, e abarca não só as doenças propriamente ditas, mas todas as variedades, tão numerosas e tão complicadas de obsessões que, elas mesmas, influem sobre o organismo” (…).

“(…) A mediunidade curadora se exerce pela ação direta do médium sobre o doente, com a ajuda de uma espécie de magnetização de fato ou de pensamento.

”(…) Seria, pois, um erro considerar o magnetizador como uma simples máquina na transmissão fluídica. Nisto como em todas as coisas, o produto está em razão do instrumento e do agente produtor. Por estes motivos, haveria imprudência em se submeter à ação magnética do primeiro desconhecido; abstração feita dos conhecimentos práticos indispensáveis, o fluido do magnetizador é como o leite de uma nutriz: salutar ou insalubre”. (…).

Kardec, nos dá exemplo de que é pela movimentação das mãos, que os Espíritos Superiores levam com maior eficácia as energias capazes de re-harmonizarem os órgãos em desequilíbrio no indivíduo assistido conforme segue.

"Nós revezávamos, todos os três, de oito dias em oito dias, para a emissão fluídica, colocávamos a mão, ora sobre a cavidade do estômago do enfermo, ora sobre a nuca, no início do pescoço. Cada dia o enfermo podia constatar uma melhora; nós mesmos, depois da evocação e durante o recolhimento, sentíamos o fluido exterior nos invadir, passar em nós, e escapar-se de nossos dedos alongados e de nosso braço estendido para o corpo do sujeito que tratávamos". ¹

Temos absoluta certeza, de que muito brevemente essas pessoas estarão revendo seus conceitos equivocados e deixando de lado o orgulho camuflado para seguir o codificador sem medo de reconhecer que estavam errados em suas interpretações absolutamente pessoais.

Aí estão, além da codificação, as obras de André Luiz, Manoel Philomeno de Miranda, Leon Denis, Vianna de Carvalho, entre outras para que sejam estudadas e compreendidas como devem ser realmente, sem achismos ou modismos condenáveis e desnecessários.

Esses que tanto defendem a tese absurda da simples imposição das mãos, são os mesmos que para tudo que escrevem fazem referência ás obras desses autores aqui citados, e, só no passe não levam em consideração o contido nas referidas obras.

Esperamos não ter mais que ler as desculpas infundadas do autor do texto que nos afirma: "Em face disso, sem nos importarmos com quem defenda pensamento contrário, somos inteiramente a favor do que Herculano Pires expõe na obra referida, porque foi ele, até o momento, quem melhor explicitou a mecânica do passe em nosso meio.
O passe espírita – ensina-nos Herculano – é simplesmente a imposição das mãos, usada e ensinada por Jesus, como se vê nos Evangelhos
.”

E sim, que não nos interessa o que afirma este ou aquele autor, mas o que nos ensina a codificação de Allan Kardec, e os Espíritos Superiores.

1) Mediunidade Curadora : Volume VIII da Revista Espírita de setembro de 1865. pág. 257 a 262.

Grifos nossos.

Espiritista Terra

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11.6.08

Os superiores e os inferiores

A autoridade, tanto quanto a riqueza, é uma delegação de que terá de prestar contas aquele que se ache dela investido. Não julgueis que lhe seja ela conferida para lhe proporcionar o vão prazer de mandar; nem, conforme o supõe a maioria dos potentados da Terra, como um direito, uma propriedade. Deus, aliás, lhes prova constantemente que não é nem uma nem outra coisa, pois que deles a retira quando lhe apraz. Se fosse um privilégio inerente às suas personalidades, seria inalienável. A ninguém cabe dizer que uma coisa lhe pertence, quando lhe pode ser tirada sem seu consentimento. Deus confere a autoridade a título de missão, ou de prova, quando o entende, e a retira quando julga conveniente.

 
Quem quer que seja depositário de autoridade, seja qual for a sua extensão, desde a do senhor sobre o seu servo, até a do soberano sobre o seu povo, não deve olvidar que tem almas a seu cargo; que responderá pela boa ou má diretriz que dê aos seus subordinados e que sobre ele recairão as faltas que estes cometam, os vícios a que sejam arrastados em conseqüência dessa diretriz ou dos maus exemplos, do mesmo modo que colherá os frutos da solicitude que empregar para os conduzir ao bem. Todo homem tem na Terra uma missão, grande ou pequena; qualquer que ela seja, sempre lhe é dada para o bem; falseá-la em seu princípio é, pois, falir ao seu desempenho.

 
Assim como pergunta ao rico: “Que fizeste da riqueza que nas tuas mãos devera ser um manancial a espalhar a fecundidade ao teu derredor”, também Deus inquirirá daquele que disponha de alguma autoridade: “Que uso fizeste dessa autoridade? Que males evitaste? Que progresso facultaste? Se te dei subordinados, não foi para que os fizesses escravos da tua vontade, nem instrumentos dóceis aos teus caprichos ou à tua cupidez; fiz-te forte e confiei-te os que eram fracos, para que os amparasses e ajudasses a subir ao meu seio.”

 
O superior, que se ache compenetrado das palavras do Cristo, a nenhum despreza dos que lhe estejam submetidos, porque sabe que as distinções sociais não prevalecem às vistas de Deus. Ensina-lhe o Espiritismo que, se eles hoje lhe obedecem, talvez já lhe tenham dado ordens, ou poderão dar-lhas mais tarde, e que ele então será tratado conforme os haja tratado, quando sobre eles exercia autoridade.

 
Mas, se o superior tem deveres a cumprir, o inferior, de seu lado, também os tem e não menos sagrados. Se for espírita, sua consciência ainda mais imperiosamente lhe dirá que não pode considerar-se dispensado de cumpri-los, nem mesmo quando o seu chefe deixe de dar cumprimento aos que lhe correm, porquanto sabe muito bem não ser lícito retribuir o mal com o mal e que as faltas de uns não justificam as de outrem. Se a sua posição lhe acarreta sofrimentos, reconhecerá que sem dúvida os mereceu, porque, provavelmente, abusou outrora da autoridade que tinha, cabendo-lhe, portanto, experimentar a seu turno o que fizera sofressem os outros. Se se vê forçado a suportar essa posição, por não encontrar outra melhor, o Espiritismo lhe ensina a resignar-se, como constituindo isso uma prova para a sua humildade, necessária ao seu adiantamento. Sua crença lhe orienta a conduta e o induz a proceder como quereria que seus subordinados procedessem para com ele, caso fosse o chefe. Por isso mesmo, mais escrupuloso se mostra no cumprimento de suas obrigações, pois compreende que toda negligência no trabalho que lhe está determinado redunda em prejuízo para aquele que o remunera e a quem deve ele o seu tempo e os seus esforços. Numa palavra: solicita-o o sentimento do dever, oriundo da sua fé, e a certeza de que todo afastamento do caminho reto implica uma dívida que, cedo ou tarde, terá de pagar. — François-Nicolas-Madeleine, Cardeal Morlot. (Paris, 1863.)

Fonte:

O Evangelho segundo o Espiritismo, Cap. XVII, item 9.

Espiritista Terra

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Mediunidade, bênção de Deus!

Os espíritos superiores nos ensinam que a mediunidade está na terra desde os primeiros processos da manifestação do homem no planeta, e que nem mesmo nos momentos mais difíceis dos acontecimentos históricos, políticos, sociais etc., por que passou a humanidade, em que muitos serviram de mártires, a mediunidade não recuou diante da tirania e da ignorância dos poderosos da época, que perseguiram homens e mulheres que foram barbaramente supliciados até a morte por serem provas vivas da verdade espiritual.

Muitos dos primeiros cristãos, médiuns de valiosos recursos mediúnicos, foram mortos da maneira mais bárbara possível, alguns traspassados por flechas incandescentes, outros foram cozidos vivos em azeite fervendo, outros jogados às feras nos espetáculos circenses para serem devorados vivos sob o aplauso da turba romana, patrocinados pelos imperadores sanguinolentos.

Mas, apesar de tudo, o Cristianismo seguiu conduzidos pelos benevolentes trabalhadores do Cristo, e grandes vultos da história do cristianismo surgiam, os profetas se multiplicavam, os fenômenos mediúnicos invadiram até mesmo a história da Igreja, pois muitos dos seus Santos foram médiuns na terra, podemos citar Santo Agostinho, São Luiz, etc., e outras tantas personalidades, da humanidade conhecidas em toda a terra entre elas Joanna D’arc.

No livro dos médiuns, Capítulo XXXI - item XI, o espírito Pedro Jouty nos esclarece a esse respeito dizendo: “O dom da mediunidade é tão antigo quanto o mundo. Os profetas eram médiuns. Os mistérios de Elêusis se fundavam na mediunidade. Os Caldeus, os Assírios tinham médiuns. Sócrates era dirigido por um Espírito que lhe inspirava os admiráveis princípios da sua filosofia; ele lhe ouvia a voz. Todos os povos tiveram seus médiuns e as inspirações de Joana d’Arc não eram mais do que vozes de Espíritos benfazejos que a dirigiam.
Esse dom, que agora se espalha, raro se tornara nos séculos medievos; porém, nunca desapareceu. Swedenborg e seus adeptos constituíram numerosa escola”.

Foi então que na primeira metade do século XIX os fenômenos mediúnicos abalaram a comunidade científica na América e na Europa, pois as mesas dançavam, e a presença dos fenômenos que se alastravam falavam à razão humana da existência de mais um enigma a ser decifrado pelos sábios e estudiosos.

Deus, então, por sua infinita misericórdia e bondade, fez surgir o sol fulgurante da verdade, e, era necessário uma alma de escol, para recebê-lo e interpretá-lo sob uma nova ótica, diferente daquela até então utilizada pelos cientistas da época, inteiramente voltada para o materialismo.

Surge nesse grave momento, o extraordinário espírito incumbido de tão grande e sublime missão, o codificador Allan Kardec que empregou toda sua genialidade e cultura científica milenares, na organização dos ensinos ministrados pelos Imortais do mundo maior, lançando os livros contendo a filosofia, a ciência e a religião espírita.

Daquele momento em diante, a mediunidade deixava de ser mística e sobrenatural, para ser entendida como mais uma ferramenta de que o ser humano pode se utilizar, de maneira positiva, em benefício próprio e do seu semelhante.

Hoje, esclarecidos pela terceira revelação, podemos entender que a mediunidade é coisa sagrada que deve ser praticada de maneira digna e responsável, e exercida com devotamento, discrição e humildade, no anonimato em benefício da humanidade.

Os médiuns, não são seres privilegiados em missão na mediunidade, são sim na maioria das vezes, serem endividados e em necessárias provas e rígidas expiações a caminho da sua própria regeneração diante das Leis eternas e imutáveis que regem o destino dos seres humanos.

Para finalizar, recorreremos mais uma vez ao Livro dos Médiuns, ainda no Capítulo XXXI, onde encontramos a comunicação que abaixo transcrevo, como seguro ensinamento para todos que laboramos nos trabalhos que a mediunidade nos premia e que precisamos saber dar o devido valor.

“Todos os homens são médiuns, todos têm um Espírito que os dirige para o bem, quando sabem escutá-lo. Agora, que uns se Comuniquem diretamente com ele, valendo-se de uma mediunidade especial, que outros não o escutem senão com o coração e com a inteligência, pouco importa: não deixa de ser um Espírito familiar quem os aconselha. Chamai-lhe espírito, razão, inteligência, é sempre uma voz que responde à vossa alma, pronunciando boas palavras. Apenas, nem sempre as compreendeis.

Nem todos sabem agir de acordo com os conselhos da razão, não dessa razão que antes se arrasta e rasteja do que caminha, dessa razão que se perde no emaranhado dos interesses materiais e grosseiros, mas dessa razão que eleva o homem acima de si mesmo, que o transporta a regiões desconhecidas, chama sagrada que inspira o artista e o poeta, pensamento divino que exalça o filósofo, arroubo que arrebata os indivíduos e povos, razão que o vulgo não pode compreender, porém que ergue o homem e o aproxima de Deus, mais que nenhuma outra criatura, entendimento que o conduz do conhecido ao desconhecido e lhe faz executar as coisas mais sublimes.

Escutai essa voz interior, esse bom gênio, que incessantemente vos fala, e chegareis progressivamente a ouvir o vosso anjo guardião, que do alto dos céus vos estende as mãos. Repito: a voz íntima que fala ao coração é a dos bons Espíritos e é deste ponto de vista que todos os homens são médiuns”.
Channing.

Francisco Rebouças.

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9.6.08

A necessidade do escândalo

É triste, mas, infelizmente, em vista do nível moral dos habitantes da Terra, o escândalo ainda se faz necessário. Foi o próprio Jesus quem nos afirmou conforme registro do evangelista Mateus: Cap. XVIII, vv. 6 a 11 e Cap. V, vv. 29 e 30.

Segundo a doutrina espírita, devido ao grau de imperfeição dos habitantes do nosso planeta, os homens aqui estabelecidos em processo de aperfeiçoamento, ainda se mostram bastantes propensos à prática do mal, e, conseqüentemente árvores más, só maus frutos podem produzir.

"A Terra, conseguintemente, oferece um dos tipos de mundos expiatórios, cuja variedade é infinita, mas revelando todos, como caráter comum, o servirem de lugar de exílio para Espíritos rebeldes à lei de Deus. Esses Espíritos tem aí de lutar, ao mesmo tempo, com a perversidade dos homens e com a inclemência da Natureza, duplo e árduo trabalho que simultaneamente desenvolve as qualidades do coração e as da inteligência. E assim que Deus, em sua bondade, faz que o próprio castigo redunde em proveito do progresso do Espírito. - Santo Agostinho. Paris, 1862.)" ¹

Preciso se faz entender, que o mal é conseqüência natural da imperfeição dos seres humanos, que aqui habitam, e não, que haja a necessidade de que o homem pratique algo contra si, seu próximo ou contra a vida.

Somente depois de esclarecidos e aperfeiçoados, terão a devida compreensão das vantagens e dos benefícios que se pode usufruir da prática do amor, da caridade e do entendimento entre os indivíduos e os povos.

Dessa forma, faz-se urgente a mudança de postura do homem perante seu semelhante e em respeito à vida, buscando realizar a indispensável transformação interior, que precisamos todos empreender, colaborando no desenvolvimento e implantação do bem, fazendo a parte que nos compete realizar de maneira a impulsionar o progresso do nosso planeta na superação definitiva do atual estado de inferioridade moral em que a Terra ainda se encontra.

Fonte:
1) O Evangelho segundo o Espiritismo - Cap. III, item 15.
Croxley Green, 08/08/2008.

Espiritista Terra

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6.6.08

Estudando o Espiritismo

Retribuir o mal com o bem

Aprendestes que foi dito: “Amareis o vosso próximo e odiareis os vossos inimigos.” Eu, porém, vos digo: “Amai os vossos inimigos; fazei o bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos perseguem e caluniam, a fim de serdes filhos do vosso Pai que está nos céus e que faz se levante o Sol para os bons e para os maus e que chova sobre os justos e os injustos. — Porque, se só amardes os que vos amam, qual será a vossa recompensa? Não procedem assim também os publicanos? Se apenas os vossos irmãos saudardes, que é o que com isso fazeis mais do que os outros? Não fazem outro tanto os pagãos?” (S. MATEUS, cap. V, vv. 43 a 47.)

— “Digo-vos que, se a vossa justiça não for mais abundante que a dos escribas e dos fariseus, não entrareis no reino dos céus.”(S. MATEUS, cap. V, v. 20.)

“Se somente amardes os que vos amam, que mérito se vos reconhecerá, uma vez que as pessoas de má vida também amam os que os amam? — Se o bem somente o fizerdes aos que vo-lo fazem, que mérito se vos reconhecerá, dado que o mesmo faz a gente de má vida? — Se só emprestardes àqueles de quem possais esperar o mesmo favor, que mérito se vos reconhecerá, quando as pessoas de má vida se entreajudam dessa maneira, para auferir a mesma vantagem? Pelo que vos toca, amai os vossos inimigos, fazei bem a todos e auxiliai sem esperar coisa alguma. Então, muito grande será a vossa recompensa e sereis filhos do Altíssimo, que é bom para os ingratos e até para os maus. — Sede, pois, cheios de misericórdia, como cheio de misericórdia é o vosso Deus.” (S. LUCAS, cap. VI, vv. 32 a 36.)

Se o amor do próximo constitui o princípio da caridade, amar os inimigos é a mais sublime aplicação desse princípio, porquanto a posse de tal virtude representa uma das maiores vitórias alcançadas contra o egoísmo e o orgulho.

Entretanto, há geralmente equívoco no tocante ao sentido da palavra amar, neste passo. Não pretendeu Jesus, assim falando, que cada um de nós tenha para com o seu inimigo a ternura que dispensa a um irmão ou amigo. A ternura pressupõe confiança; ora, ninguém pode depositar confiança numa pessoa, sabendo que esta lhe quer mal; ninguém pode ter para com ela expansões de amizade, sabendo-a capaz de abusar dessa atitude. Entre pessoas que desconfiam umas das outras, não pode haver essas manifestações de simpatia que existem entre as que comungam nas mesmas idéias. Enfim, ninguém pode sentir, em estar com um inimigo, prazer igual ao que sente na companhia de um amigo.

A diversidade na maneira de sentir, nessas duas circunstâncias diferentes, resulta mesmo de uma lei física: a da assimilação e da repulsão dos fluidos. O pensamento malévolo determina uma corrente fluídica que impressiona penosamente. O pensamento benévolo nos envolve num agradável eflúvio. Daí a diferença das sensações que se experimenta à aproximação de um amigo ou de um inimigo. Amar os inimigos não pode, pois, significar que não se deva estabelecer diferença alguma entre eles e os amigos. Se este preceito parece de difícil prática, impossível mesmo, é apenas por entender-se falsamente que ele manda se dê no coração, assim ao amigo, como ao inimigo, o mesmo lugar. Uma vez que a pobreza da linguagem humana obriga a que nos sirvamos do mesmo termo para exprimir matizes diversos de um sentimento, à razão cabe estabelecer as diferenças, conforme aos casos.

Amar os inimigos não é, portanto, ter-lhes uma afeição que não está na natureza, visto que o contacto de um inimigo nos faz bater o coração de modo muito diverso do seu bater, ao contacto de um amigo. Amar os inimigos é não lhes guardar ódio, nem rancor, nem desejos de vingança; é perdoar-lhes, sem pensamento oculto e sem condições, o mal que nos causem; é não opor nenhum obstáculo a reconciliação com eles; é desejar-lhes o bem e não o mal; é experimentar júbilo, em vez de pesar, com o bem que lhes advenha; é socorrê-los, em se apresentando ocasião; é abster-se, quer por palavras, quer por atos, de tudo o que os possa prejudicar; é, finalmente, retribuir-lhes sempre o mal com o bem, sem a intenção de os humilhar. Quem assim procede preenche as condições do mandamento: Amai os vossos inimigos.

Amar os inimigos é, para o incrédulo, um contra-senso. Aquele para quem a vida presente é tudo, vê no seu inimigo um ser nocivo, que lhe perturba o repouso e do qual unicamente a morte, pensa ele, o pode livrar. Daí, o desejo de vingar-se. Nenhum interesse tem em perdoar, senão para satisfazer o seu orgulho perante o mundo. Em certos casos, perdoar-lhe parece mesmo uma fraqueza indigna de si. Se não se vingar, nem por isso deixará de conservar rancor e secreto desejo de mal para o outro.

Para o crente e, sobretudo, para o espírita, muito diversa é a maneira de ver, porque suas vistas se lançam sobre o passado e sobre o futuro, entre os quais a vida atual não passa de um simples ponto. Sabe ele que, pela mesma destinação da Terra, deve esperar topar aí com homens maus e perversos; que as maldades com que se defronta fazem parte das provas que lhe cumpre suportar e o elevado ponto de vista em que se coloca lhe torna menos amargas as vicissitudes, quer advenham dos homens, quer das coisas. Se não se queixa das provas, tampouco deve queixar-se dos que lhe servem de instrumento.

Se, em vez de se queixar, agradece a Deus o experimentá-lo, deve também agradecer a mão que lhe dá ensejo de demonstrar a sua paciência e a sua resignação. Esta idéia o dispõe naturalmente ao perdão. Sente, além disso, que quanto mais generoso for, tanto mais se engrandece aos seus próprios olhos e se põe fora do alcance dos dardos do seu inimigo.

O homem que no mundo ocupa elevada posição não se julga ofendido com os insultos daquele a quem considera seu inferior. O mesmo se dá com o que, no mundo moral, se eleva acima da humanidade material. Este compreende que o ódio e o rancor o aviltariam e rebaixariam. Ora, para ser superior ao seu adversário, preciso é que tenha a alma maior, mais nobre, mais generosa do que a desse último.

Fonte:

O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XII, itens 1 a 4.

 

Espiritista Terra. 

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4.6.08

Páginas edificantes

                                            FILHOS DA LUZ

"Andai como filhos da luz." - Paulo. (EFÉSIOS, 5:8.)

Cada criatura dá sempre notícias da própria origem espiritual.

Os atos, palavras e pensamentos constituem informações vivas da zona mental de que procedemos.

Os filhos da inquietude costumam abafar quem os ouve, em mantos escuros de aflição.

Os rebentos da tristeza espalham o nevoeiro do desânimo.

Os cultivadores da irritação fulminam o espírito da gentileza com os raios da cólera.

Os portadores de interesses mesquinhos ensombram a estrada em que transitam, estabelecendo escuro clima nas mentes alheias.

Os corações endurecidos geram nuvens de desconfiança, por onde passam.

Os afeiçoados à calúnia e à maledicência distribuem venenosos quinhões de trevas com que se improvisam grandes males e grandes crimes.

Os cristãos, todavia, são filhos da luz.

E a missão da luz é uniforme e insofismável.

Beneficia a todos sem distinção.

Não formula exigências para dar.

Afasta as sombras sem alarde.

Espalha alegria e revelação crescentes.

Semeia renovadas esperanças.

Esclarece, ensina, ampara e irradia-se.

Vinha de Luz
Chico Xavier/André Luiz

Espiritista Terra.

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2.6.08

A vida social

O homem é um ser gregário, organizado pela emoção para a vida em sociedade, não pode e nem deve viver em insulamento, mesmo quando erradamente se diz a serviço de Deus, pois, é em contato com seus irmãos que melhor pode servir ao seu Pai e Criador.

Jesus veio exatamente com o objetivo de ensinar a convivência entre os seres humanos de forma pacífica, ordeira e equilibrada, na qual todos os seus membros vivam em solidariedade, ajudando-se mutuamente.

E quem vive sob suas orientações, não se cansa de ser fraterno e amigo, ampliando as bençãos do bom relacionamento e do respeito aos outros.

Conforme seus ensinos, as leis e os profetas se resumem simplesmente em: "amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo".

Dessa forma irmãos de todas as correntes religiosas, se somos cristãos, sigamos o nosso Mestre e Guia Jesus de Nazaré, e vivamos seus preceitos em paz e harmonia com o nosso próximo, hoje e sempre.

Espiritista Terra.

criado por espiritistaterra    13:42 — Arquivado em: Sem categoria

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