Espiritista Terra

Espiritista terra é um espaço criado em 30/05/2008, destinado a fiel divulgação da doutrina espírita.”Melhor é repelir dez verdades do que admitir uma única falsidade, uma só teoria errônea.” Livro dos Médiuns - Cap. XX, item 230. (O Editor).JFCR.

23.7.08

Ética, uma palavra fora de moda!

O Dicionário da Língua Portuguesa define a palavra Ética, como: s.f. parte da filosofia que estuda os deveres do homem para com Deus e a sociedade; deontologia; ciência da moral.¹ Significado este, que nos dias da atualidade, tornou-se artigo de luxo, muito raro de ser observado.

É, perfeitamente natural, que o homem alimente o desejo de crescer, de progredir, de alcançar vitórias em sua vida. Quem não nutre esses sonhos no fundo do seu SER? O problema é a forma como esses desejos ou aspirações são alcançados, pois, não podemos jamais esquecer de que em tudo precisamos ser acima de qualquer coisa dignos, honestos e honrados; afinal, não somos cristãos seguidores da mensagem do Mestre de Nazaré através dos ensinamentos contidos na sublime mensagem deixada por ele nos evangelhos?

O Espiritismo nos ensina que só nos pertence verdadeiramente, aquilo que conquistamos com esforço e trabalho honesto, sem prejuízo de outrem, da forma mais justa possível e, em conformidade com as Leis Divinas, pois, vivendo o homem em sociedade, terá ele direitos e obrigações a cumprir, como se pode ver nas instruções dos Imortais da Vida Maior em resposta à indagação do insigne Codificador nas questões que seguem constantes de O Livro dos Espíritos.

877. Da necessidade que o homem tem de viver em sociedade, nascem-lhe obrigações especiais?

Certo e a primeira de todas é a de respeitar os direitos de seus semelhantes. Aquele que respeitar esses direitos procederá sempre com justiça. Em o vosso mundo, porque a maioria dos homens não pratica a lei de justiça, cada um usa de represálias. Essa a causa da perturbação e da confusão em que vivem as sociedades humanas. A vida social outorga direitos e impões deveres recíprocos.”

878. Podendo o homem enganar-se quanto à extensão do seu direito, que é o que lhe fará conhecer o limite desse direito?

“O limite do direito que, com relação a si mesmo, reconhecer ao seu semelhante, em idênticas circunstâncias e reciprocamente.” ²

Se analisarmos com atenção as respostas acima, chegaremos facilmente à conclusão, de que o homem não pode em hipótese alguma deixar de respeitar os direitos de seu semelhante, pois, se assim não proceder, estará cometendo uma grande falta perante a paternidade Divina que nos criou em igualdade de situação, sem privilégio algum em relação ao nosso irmão que conosco caminha em direção à felicidade e à perfeição tão desejadas.

Precisamos aprender a ser éticos em nossas atitudes para com tudo, isto é, respeitar a Deus e aos homens, saber impor limites às nossas ações para alcançar os nossos objetivos, saber manter sob controle nossas ambições, e empregar todos os esforços para não nos utilizarmos de quaisquer artifícios ilegais na luta para conseguir a realização desses objetivos. Entre tantas outras atitudes condenáveis podemos alertar para algumas como: não roubar, mentir ou pisar nos outros para atingir nossos secretos e ambiciosos desejos.

Desde cedo temos a obrigação moral de dar aos nossos filhos exemplos de atitudes dignas pautados na ética e na decência, pois, hoje em dia a maioria dos pais se preocupa em demasia em tornar seus filhos ambiciosos para a conquista dos bens materiais, mas ao mesmo tempo, não se incomodam quando os filhos não são éticos no alcance de suas propostas, se for preciso colar na prova para passar de ano, isso pouco importa, desde que passe, é tudo o que eles objetivam como sendo a meta maior a ser conquistada.

Reduzido é o número de pais que se preocupam em saber o comportamento do seu filho na escola, se ele não atrapalha o bom andamento das aulas, se é cumpridor dos afazeres a ele atribuídos etc., e ainda, muitos se aborrecem se forem chamados para uma reunião na escola, e se lhe for feita qualquer tipo de queixa sobre o comportamento do seu “santo” filho.

O problema maior, é que normalmente os responsáveis por ensinar os princípios da moral e da ética aos seus rebentos, desconhecem esses princípios, pois, só alcançam seus objetivos ambiciosos a preço de pesados prejuízos que impõem aos outros, sem se incomodarem com quaisquer fundamentos de ética ou dignidade, que sabem cobrar quando se vêem prejudicados no mínimo detalhe.

Até mesmo em nosso movimento espírita, encontramos grande quantidade de companheiros que desconhecem o valor da dignidade em suas atitudes para com os seus irmãos de ideal espírita, e, sem o menor constrangimento, praticam atos, que há muito já deveriam ter erradicado de suas ações, como espíritas que dizem ser com muitos anos de movimento espírita.

Devemos nos alicerçar nos ensinos da doutrina espírita, que nos aclara o entendimento para que saibamos melhor discernir na hora de tomar qualquer atitude, principalmente se for causar qualquer dano ou prejuízo ao nosso semelhante, para que nossa aquisição possa ser considerada como legítima da forma que os Espíritos Superiores nos ensinaram nas questões que seguem:

884. Qual o caráter da legítima propriedade?

“Propriedade legítima só é a que foi adquirida sem prejuízo de outrem.” (808) Proibindo-nos que façamos aos outros o que não desejáramos que nos fizessem, a lei de amor e de justiça nos proíbe, ipso facto, a aquisição de bens por quaisquer meios que lhe sejam contrários.

885. Será ilimitado o direito de propriedade?

“É fora de dúvida que tudo o que legitimamente se adquire constitui uma propriedade. Mas, como havemos dito, a legislação dos homens, porque imperfeita, consagra muitos direitos convencionais, que a lei de justiça reprova. Essa a razão por que eles reformam suas leis, à medida que o progresso se efetua e que melhor compreendem a justiça. O que num século parece perfeito, afigura-se bárbaro no século seguinte.” (795) ³

Que o Mestre de Nazaré possa nos inspirar a agir em tudo com ética, vivenciando em nossas ações diárias, os exemplos que ELE nos veio ensinar há mais de 2000 anos atrás.

Fontes:
1) Dicionário da Língua Portuguesa, Francisco da Silveira Bueno- MEC, 9ª Edição;
2) O Livro dos Espíritos, FEB 76ª Edição;
3) Idem, Idem.
Grifos Nossos.

criado por espiritistaterra    14:14 — Arquivado em: Sem categoria

18.7.08

Biografia

Auta de Souza

Nasceu em Macaíba, então Arraial, depois cidade do Rio Grande do Norte a 12 de setembro de 1876, era magrinha, calada, de pele clara, um moreno doce à vista como veludo ao tato. Era filha de ELOI CASTRICIANO DE SOUZA, desencarnado aos 38 anos de idade e de Dona HENRIQUETA RODRIGUES DE SOUZA, desencarnada aos 27 anos, ambos tuberculosos. Antes dela ter completado 3 anos ficou órfã de mãe e aos 4 anos de pai. A sua existência, na terra foi assinalada por sofrimentos acerbos. Muito cedo conheceu a orfandade e ainda menina, aos dez anos, assistiu a morte de seu querido irmão IRINEU LEÃO RODRIGUES DE SOUZA, vitimado pelo fogo produzido pela explosão de um lampião de querosene, na noite de 16 de fevereiro de 1887.

Auta de Souza e seus quatro irmãos foram criados em Recife no velho sobrado do Arraial, na grande chácara, pela avó materna Dona SILVINA MARIA DA CONCEIÇÃO DE PAULA RODRIGUES, vulgarmente chamada Dindinha e seu esposo FRANCISCO DE PAULA RODRIGUES, que desencarnou quando Auta tinha 6 anos.

Antes dos 12 anos, foi matriculada no Colégio São Vicente de Paulo, no bairro da Estância, onde recebeu carinhosa acolhida por parte das religiosas francesas que o dirigiam e lhe ofereceram primorosa educação: Literatura, Inglês, Música, Desenho e aprendeu a dominar também o Francês, o que lhe permitiu ler no original: Lamartine, Victor Hugo, chateubriand, Fénelon.

De 1888 a 1890, a jovem Auta estuda, recita, verseja, ajuda as irmãs do Colégio, aprimora a beleza de sua fé, na leitura constante do Evangelho.

Aos 14 anos, ainda no Educandário Estância, em 1890, manifestaram-se os primeiros sintomas da enfermidade que lhe roubou, em plena juventude, o viço e foi a causa de sua morte, ocorrida na madrugada de 7 de fevereiro de 1901 - Quinta-feira à uma hora e quinze minutos, na cidade de Natal, exatamente com 24 anos, 4 meses e 26 dias de idade. Os médicos nada puderam fazer e Dindinha retornou com todos para a terra Norte-Rio Grandense. Ei-los todos em Macaíba. Foi sepultada no cemitério do Alecrim e em 1906, seus restos mortais foram transladados para o jazigo da família, na Igreja de Nossa Senhora da Conceição, em Macaíba, sua terra natal.

O forte sentimento religioso e mesmo a doença não impediram de ter uma vida absolutamente normal em sociedade.

Era católica, mas não submissa ao clero. Ela não se macerou, não sarjou de cilícios a pele, não jejuou e jamais se enclastou. Era comunicativa, alegre, social. A religiosidade dela era profunda, sincera, medular, mas não ascética, mortificante, mística. Seu amor por Jesus Cristo, ao Anjo da Guarda, não a distanciaram de todos os sonhos das donzelas: Amor, lar, missão maternal. Com 16 anos, ao revelar o seu invulgar talento poético, enamorou-se do jovem Promotor Público de Macaíba, João Leopoldo da Silva Loureiro, com a duração apenas de um ano e poucos meses. Dotada de aguda sensibilidade e imaginação ardente dedicava ao namorado amor profundo, mas a tuberculose progredia e seus irmãos convenceram-na a renunciar. A separação foi cruel, mas apenas para Auta. O Promotor não demonstrou a menor reação…. É verdade que gostava de ouvi-la nas festas caseiras a declamar com sua belíssima voz envolvente, aveludada e com ela dançar quadrilhas, polcas e valsas, mas não era o homem indicado para amar uma alma tão delicada e sonhadora como Auta de Souza. Faltava-lhe o refinamento espiritual para perceber o sentimento que extravasava através dos olhos meigos da grande Poetisa.

Essa sucessão de golpes dolorosos, marcou profundamente sua alma de mulher, caracterizada por uma pureza cristalina, uma fé ardente e um profundo sentimento de compaixão pelos humildes, cuja miséria tanto a comovia. Era vista lendo para as crianças pobres, para humildes mulheres do povo ou velhos escravos, as páginas simples e ingênuas da "História de Carlos Mágno", brochura que corria os sertões, escrita ao gosto popular da época.

A orfandade da Poetisa ainda criança, o desencarne trágico de seu irmão, a moléstia contagiosa e a frustração no amor, esses quatro fatores amalgamados à forte religiosidade de Auta, levaram-na a compor uma obra poética singular na História da Literatura Brasileira "Horto", seu único livro, é um cântico de dor, mas, também, de fé cristã. A primeira edição do Horto saiu do prelo em 20 de Junho de 1900.

O sofrimento veio burilar a sua inata sensibilidade, que transbordou em versos comovidos e ternos, ora ardentes, ora tristes, lavrados à sombra da enfermidade, no cenário desolador do sertão de sua terra.

Em 14 de novembro de 1936, houve a instalação da Academia Norte-Rio Grandense de Letras, com a poltrona XX, dedicada a Auta de Souza.

Livre do corpo, totalmente desgastado pela enfermidade, Auta de Souza, irradiando luz própria, lúcida e gloriosa alçou vôo em direção à Espiritualidade Maior. Mas a compaixão que sempre sentira pêlos sofredores fez com que a poetisa em companhia de outros Espíritos caridosos, visitasse, constantemente a crosta da terra. Foi através de Chico Xavier, que ela, pela primeira vez revelou sua identidade, transmitindo suas poesias enfeixadas em 1932, na primeira edição do "PARNASO DE ALÉM TÚMULO", lançado pela Federação Espírita Brasileira.

Em sua existência física, Auta de Souza foi a AVE CATIVA que cantou seu anseio de liberdade; o coração resignado que buscou no Cristo o consolo das bem-aventuranças prometidas aos aflitos da terra. Além do túmulo, é o pássaro liberto e feliz que, tornado ao ninho dos antigos infortúnios, vem trazer aos homens a mensagem de bondade e esperança, o apelo à FÉ e a CARIDADE, indicando o rumo certo para a conquista da verdadeira vida.

A Campanha de Fraternidade Auta de Souza, idealizada pelo companheiro Nympho de Paula Corrêa e aprovada em 3 de fevereiro de 1953, pelo Departamento de Assistência Social da Federação Espírita do Estado de São Paulo, então dirigido pelo saudoso confrade José Gonçalves Pereira, é uma bela homenagem à nossa querida Poetisa, AUTA DE SOUZA.

 

Espiritista Terra

criado por espiritistaterra    20:33 — Arquivado em: Sem categoria

11.7.08

Odiar é enfermar!

“Mas todo homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar.” - Tiago, 1:19 (1)

Embora não demonstrando claramente a intenção de mágoa, muita gente, diante do mal que recebe de outrem, aguarda silenciosamente a oportunidade de desforrar-se e, enquanto não executam os planos devidamente arquitetados, armazenam e convivem internamente com os tóxicos perniciosos e doentios que ela transmite aos seus portadores, muitas das vezes por tanto tempo, que não se dão conta de que estão enfermos da mente, perturbada, com a ansiedade de vingança.

Está comprovada cientificamente que os desregramentos seja de que ordem forem conduzem os homens ao despenhadeiro dos processos doentios, causando o enfraquecimento do sistema de autodefesa do organismo humano, levando a criatura também ao enfraquecimento dos valores morais e causando-lhe sérias perturbações psíquicas, que podem levá-la até mesmo à morte física.

Dessa forma, é prudente e aconselhável todo o cuidado e atenção para não deixar que os processos venenosos do ódio entorpeçam nosso discernimento, invadindo os recessos de nossa alma, incendiando-a com a chama maléfica da vingança destrutiva e condenável em todos os seus aspectos, pois, se não for logo detectada, tornar-se-á insaciável prejudicando primeiramente aquele que a cultiva.

Com todo o seu poder de contágio, o ódio comanda as emoções descontroladas, prejudicando completamente o discernimento e a razão da vítima de seus efeitos maléficos, e, mais, tem o poder de se alastrar como uma doença contagiosa, produzindo milhões de desgraças em todas as partes do globo terrestre.

Por ser o homem ainda portador de farta bagagem de natureza primitiva, onde acumulou as práticas de atitudes inadequadas para a sua atual situação de homem “civilizado”, todos estamos sujeitos, dessa forma, a quedas lamentáveis nas teias do ódio, o que nos torna carentes de muita vigilância e oração.

“Certo, o caminho humano oferece, diariamente, variados motivos à ação enérgica; entretanto, sempre que possível, é útil adiar a expressão colérica para o dia seguinte, porquanto, por vezes, surge a ocasião de exame mais sensato e a razão da ira desaparece.” (2)

Assim sendo, necessário se faz toda atenção às nascentes do coração, de onde brotam nossos sentimentos, procurando evitar a todo custos os perigosos processos da animosidade, que nascem das discordâncias de algum ponto de vista de alguém em contraposição aos nossos, e geram as pequeninas discussões que devem ser bem esclarecidas de forma séria e respeitosa, a fim de se evitar as tolas querelas desnecessárias e condenáveis, que podem levar até mesmo às agressões verbais ou físicas, de conseqüências imprevisíveis.

Em qualquer situação, é conveniente manter sempre uma atitude equilibrada e pacífica, até mesmo quando provocado, evitando o revide, não se deixando envolver pelas vibrações de baixo teor moral, que só serviriam para fortalecer o mal com energia equivalente, colocando mais combustível na tocha já acesa.

“(…) É que toda palavra ofensiva exprime um sentimento contrário à lei do amor e da caridade que deve presidir às relações entre os homens e manter entre eles a concórdia e a união; é que constitui um golpe desferido na benevolência recíproca e na fraternidade que entretém o ódio e a animosidade; é’ enfim, que, depois da humildade para com Deus, a caridade para com o próximo é a lei primeira de todo cristão.” (3)

Diante de uma situação embaraçosa, se soubermos nos utilizar da força magnética do amor, mantendo-nos em equilíbrio, poderemos até mesmo transformar o inimigo de hoje em companheiro de amanhã.

Que o mestre de Nazaré nos guarde em sua doce paz.

Bibliografia:

(1) Epístola de Tiago, 1:19.
(2) Xavier, Francisco Cândido - Caminho Verdade e Vida, FEB, 1ª edição especial, cap. 77.
(3) Kardec, Allan – E.S.E. – FEB, 112ª edição, cap. IX, item 4.

criado por espiritistaterra    20:43 — Arquivado em: Sem categoria

2.7.08

Livro espírita é lançado na ABL

A doutrina espíria conquista cada dia que passa, sua condição de doutrina progressista, avançando pela sociedade em todos os segmentos, conforme o acontecido que relatamos abaixo.

A Academia Brasileira de Letras (ABL) pela primeira vez foi palco de lançamento de um livro espírita. Uma obra que toca de forma profunda na História do Brasil: “Dom Pedro II e a Princesa Isabel, uma Visão Espírita-Cristã do Segundo Reinado”, da Editora Lorenz.

Escrito pelo jornalista espírita Paulo Roberto Viola, o livro faz uma análise da contribuição de D. Pedro II e sua filha para a evolução histórica e moral do País. Uma oportunidade para que os mais renomados escritores brasileiros percebam que a história também pode ser interpretada sob a ótica espiritual.

Ocasião em que , o médium e tribuno baiano Divaldo Pereira Franco parabenizou ao promotores do evento, assinalando-o como um novo marco histórico do movimento espírita, já que colocou a literatura espírita em contato com a ABL, instituição que tem por finalidade divulgar a língua portuguesa e a literatura nacional.

 
Situada na Av. Presidente Wilson, 203, no Castelo, centro do Rio de Janeiro, a Academia Brasileira de Letras foi fundada em 20 de julho de 1897 pelo escritor Machado de Assis. É composta por 40 membros efetivos e perpétuos e 20 sócios correspondentes. Entre seus componentes atuais, destacam-se escritores como Lygia Fagundes Telles e Arnaldo Niskier, entre outros.

“Dom Pedro II e a Princesa Isabel, uma Visão Espírita-Cristã do Segundo Reinado” já se encontra à venda em todas as livrarias espíritas.

Vamos também nós, protagonizar à medida de nossas possiblidades o avanço dessa mensagem consoladora e educadora da doutrina Espírita.

 
Espiritista Terra

criado por espiritistaterra    13:35 — Arquivado em: Sem categoria

O Passe requer preparo e concentração do médium!

Somos diariamente surpreendidos por matérias elaboradas por companheiros da Seara espírita, que sem o menor constrangimento escrevem pelos diversos meios de comunicação, jornais revistas, livros e até mesmo pelos incontáveis sites espíritas sobre assuntos de que pouco ou nada sabem, e, muitos outros por acharem que "sabem demais", com o agravante, de citarem para dar credibilidade ao que falam, os supostos argumentos contidos nas obras espíritas, que na verdade falam de assuntos diferentes das interpretações que lhes são dadas.

Admitem que uma pessoa de má índole, sem moral, perversa e pervertida, pode facilmente irradiar em seu derredor uma vibração de má qualidade, que poderá ser percebida e sentida por alguém de aguçada percepção, facilmente influenciável, como uma planta murcha na proximidade de certos indivíduos, assim como alguém de nobres intenções e elevada moral pode transmitir as boas vibrações em sua volta, até aí tudo bem.

Mas, em assuntos que possam comprometer o status que ostentam de conhecedores da filosofia espírita, defendem suas teses errôneas com acirrado esforço para não ter que admitir que estão em erro em qualquer aspecto de seus pontos de vista, como se isso fosse o fim do mundo, e não uma atitude louvável de quem pretende ser um dia, verdadeiro cristão e espírita.

Como exemplo podemos citar estes três trechos de uma matéria espírita, em que seu autor se refere à participação do médium na tarefa do passe, tentando justificar a participação do médium passista de braços estendidos, como uma simples máquina ou um simples objeto sem qualquer importância na nobre tarefa do passe, contrariando o contido na codificação do espiritismo:

1) “Há pessoas que esquecem que o passe ministrado por nós encarnados pertence, segundo terminologia adotada por Kardec, à chamada ação magnética mista, semi-espiritual ou humano- espiritual (A Gênese, cap. XIV, item 33), na qual, combinado com o fluido humano, o fluido espiritual lhe imprime qualidades de que ele carece”.

2) Há espíritas, e certamente isso deve ocorrer com alguns médiuns, que sentem uma influenciação mais forte do Espírito amigo que os auxilia no passe e, movidos por essa influenciação, movimentam o braço seguindo uma intuição especial, que poucas pessoas sentem. Advém daí a orientação pela simples imposição de mãos visto que, não sabendo qual o problema específico do enfermo, não há razão nenhuma para movimentarmos a esmo nossas mãos.

3) Sabem todos os que trabalham na tarefa do passe que geralmente os médiuns passistas não conhecem as pessoas que ali estão para receber esse auxílio. E, ainda que os conheça, o médium não tem ciência do que levou a pessoa a buscar o recurso magnético, visto que num grupo de 80 pessoas à espera do passe, há de tudo: indivíduos gravemente enfermos, cri-aturas preocupadas com problemas materiais, pessoas que têm saudade do ente querido que partiu e casos inúmeros – desemprego, depressão, solidão etc. – de que os médiuns passistas não têm o menor conhecimento".

Diante desses tipos de comentários, só nos resta lamentar a falta de lógica para a tese ultrapassada e sem fundamento que defendem, pois, no primeiro caso, o contido na Gênese nada tem de contrário ao movimento das mãos do médium passista, nem consagra o princípio defendido da simples imposição delas.

No segundo, se reconhecem que certos médiuns sentem uma influenciação mais forte do espírito amigo que os auxiliam, e por essa razão movimentam os braços, seguindo uma intuição especial, cabe-nos perguntar: porque só alguns privilegiados são influenciados de forma mais forte como se expressam, para movimentar suas mãos e os outros não? E, para essa pergunta amigos, só há uma única resposta certa, estão preparados convenientemente para tal mister, falta aos outros, acurados estudos para não se portarem em tão relevante serviço de cunho espiritual como verdadeiros “postes e robôs”, jamais médiuns intérpretes da espiritualidade benfazeja.

No terceiro caso, sobre não conhecerem os doentes e as doenças que os afligem, não será possível ao médium saber qual a enfermidade ou o local onde ela está estabelecida, pois, cabe ao benfeitor o recurso de auxiliá-lo pela inspiração a dirigir suas mãos ao local da enfermidade, desde que ele se disponha a ser verdadeiramente um médium espírita.

Como podemos ver os argumentos são simples paliativos que escondem enorme frustração por não terem ainda suficiente coragem para admitir o quanto estão distantes da filosofia espírita sobre o assunto, que como espírita, terão que admitir mais cedo ou mais tarde.

Chega de citar os argumentos infundados deste ou daquele autor famoso ou não para justificar erros inadmissíveis na nossa doutrina tão nobre, pois, nenhum deles foi tão perfeito como o Mestre de Nazaré que nos transmitiu através dos Espíritos Superiores a verdadeira doutrina contida na codificação de Kardec.

Para tanto, vejamos o que a própria Gênese nos esclarece a tal respeito, sem citar a Revista Espírita e as incontáveis obras de reconhecido cunho doutrinário sobre o tema.

4. - Os elementos fluídicos do mundo espiritual escapam aos nossos instrumentos de análise e à percepção dos nossos sentidos, feitos para perceberem a matéria tangível e não a matéria etérea. Alguns há, pertencentes a um meio diverso a tal ponto do nosso, que deles só podemos fazer idéia mediante comparações tão imperfeitas como aquelas mediante as quais um cego de nascença procura fazer idéia da teoria das cores.
Mas, entre tais fluidos, há os tão intimamente ligados à vida corporal, que, de certa forma, pertencem ao meio terreno. Em falta de observação direta, seus efeitos podem observar-se, como se observam os do fluido do imã, fluido que jamais se viu, podendo-se adquirir sobre a natureza deles conhecimentos de alguma precisão. É essencial esse estudo, porque está nele a chave de uma imensidade de fenômenos que não se conseguem explicar unicamente com as leis da matéria.

Qualidade dos flúidos

17. - Fora impossível fazer-se uma enumeração ou classificação dos bons e dos maus fluidos, ou especificar-lhes as respectivas qualidades, por ser tão grande quanto a dos pensamentos a diversidade deles.
Os fluidos não possuem qualidades sui generis, mas as que adquirem no meio onde se elaboram; modificam-se pelos eflúvios desse meio, como o ar pelas exalações, a água pelos sais das camadas que atravessa. Conforme as circunstâncias, suas qualidades são, como as da água e do ar, temporárias ou permanentes, o que os torna muito especialmente apropriados à produção de tais ou tais efeitos.
Também carecem de denominações particulares. Como os odores, eles são designados pelas suas propriedades, seus efeitos e tipos originais. Sob o ponto de vista moral, trazem o cunho dos sentimentos de ódio, de inveja, de ciúme, de orgulho, de egoísmo, de violência, de hipocrisia, de bondade, de benevolência, de amor, de caridade, de doçura, etc. Sob o aspecto físico, são excitantes, calmantes, penetrantes, adstringentes, irritantes, dulcificantes, soporíficos, narcóticos, tóxicos, reparadores, expulsivos; tornam-se força de transmissão, de propulsão, etc. O quadro dos fluidos seria, pois, o de todas as paixões, das virtudes e dos vícios da Humanidade e das propriedades da matéria, correspondentes aos efeitos que eles produzem.

18. - Sendo apenas Espíritos encarnados, os homens têm uma parcelada vida espiritual, visto que vivem dessa vida tanto quanto da vida corporal; primeiramente, durante o sono e, muitas vezes, no estado de vigília. O Espírito, encarnado, conserva, com as qualidades que lhe são próprias, o seu perispírito que, como se sabe, não fica circunscrito pelo corpo, mas irradia ao seu derredor e o envolve como que de uma atmosfera fluídica.
Pela sua união íntima com o corpo, o perispírito desempenha preponderante papel no organismo. Pela sua expansão, põe o Espírito encarnado em relação mais direta com os Espíritos livres e também com os Espíritos encarnados.
O pensamento do encarnado atua sobre os fluidos espirituais, como o dos desencarnados, e se transmite de Espírito a Espírito pelas mesmas vias e, conforme seja bom ou mau, saneia ou vicia os fluidos ambientes.
Desde que estes se modificam pela projeção dos pensamentos do Espírito, seu invólucro perispirítico, que é parte constituinte do seu ser e que recebe de modo direto e permanente a impressão de seus pensamentos, há de, ainda mais, guardar a de suas qualidades boas ou más. Os fluidos viciados pelos eflúvios dos maus Espíritos podem depurar-se pelo afastamento destes, cujos perispíritos, porém, serão sempre os mesmos, enquanto o Espírito não se modificar por si próprio.
Sendo o perispírito dos encarnados de natureza idêntica à dos fluidos espirituais, ele os assimila com facilidade, como uma esponja se embebe de um líquido. Esses fluidos exercem sobre o perispírito uma ação tanto mais direta, quanto, por sua expansão e sua irradiação, o perispírito com eles se confunde.
Atuando esses fluidos sobre o perispírito, este, a seu turno, reage sobre o organismo material com que se acha em contacto molecular. Se os eflúvios são de boa natureza, o corpo ressente uma impressão salutar; se são maus, a impressão é penosa. Se são permanentes e enérgicos, os eflúvios maus podem ocasionar desordens físicas; não é outra a causa de certas enfermidades.
Os meios onde superabundam os maus Espíritos são, pois, impregnados de maus fluidos que o encarnado absorve pelos poros perispiríticos, como absorve pelos poros do corpo os miasmas pestilenciais.

19. - Assim se explicam os efeitos que se produzem nos lugares de reunião. Uma assembléia é um foco de irradiação de pensamentos diversos. É como uma orquestra, um coro de pensamentos, onde cada um emite uma nota.
Resulta daí uma multiplicidade de correntes e de eflúvios fluídicos cuja impressão cada um recebe pelo sentido espiritual, como num coro musical cada um recebe a impressão dos sons pelo sentido da audição.
Mas, do mesmo modo que há radiações sonoras, harmoniosas ou dissonantes, também há pensamentos harmônicos ou discordantes. Se o conjunto é harmonioso, agradável é a impressão; penosa, se aquele é discordante. Ora, para isso, não se faz mister que o pensamento se exteriorize por palavras; quer ele se externe, quer não, a irradiação existe sempre.
Tal a causa da satisfação que se experimenta numa reunião simpática, animada de pensamentos bons e benévolos. Envolve-a uma como salubre atmosfera moral, onde se respira à vontade; sai-se reconfortado dali, porque impregnado de salutares eflúvios fluídicos. Basta, porém, que se lhe misturem alguns pensamentos maus, para produzirem o efeito de uma corrente de ar gelado num meio tépido, ou o de uma nota desafinada num concerto. Desse modo também se explica a ansiedade, o indefinível mal-estar que se experimenta numa reunião antipática, onde malévolos pensamentos provocam correntes de fluido nauseabundo.

20. - O pensamento, portanto, produz uma espécie de efeito físico que reage sobre o moral, fato este que só o Espiritismo podia tornar compreensível.
O homem o sente instintivamente, visto que procura as reuniões homogêneas e simpáticas, onde sabe que pode haurir novas forças morais, podendo-se dizer que, em tais reuniões, ele recupera as perdas fluídicas que sofre todos os dias pela irradiação do pensamento, como recupera, por meio dos alimentos, as perdas do corpo material. É que, com efeito, o pensamento é uma emissão que ocasiona perda real de fluidos espirituais e, conseguintemente, de fluidos materiais, de maneira tal que o homem precisa retemperar-se com os eflúvios que recebe do exterior.
Quando se diz que um médico opera a cura de um doente, por meio de boas palavras, enuncia-se uma verdade absoluta, pois que um pensamento bondoso traz consigo fluidos reparadores que atuam sobre o físico, tanto quanto sobre o moral.

21. - Dir-se-á que se podem evitar os homens sabidamente mal intencionados.
É fora de dúvida; mas, como fugiremos à influência dos maus Espíritos que pululam em torno de nós e por toda parte se insinuam, sem serem vistos?
O meio é muito simples, porque depende da vontade do homem, que traz consigo o necessário preservativo. Os fluidos se combinam pela semelhança de suas naturezas; os dessemelhantes se repelem; há incompatibilidade entre os bons e os maus fluidos, como entre o óleo e a água.
Que se faz quando está viciado o ar? Procede-se ao seu saneamento, cuida-se de depurá-lo, destruindo o foco dos miasmas, expelindo os eflúvios malsãos, por meio de mais fortes correntes de ar salubre. A invasão, pois, dos maus fluidos, cumpre se oponham os fluidos bons e, como cada um tem no seu próprio perispírito uma fonte fluídica permanente, todos trazem consigo o remédio aplicável. Trata-se apenas de purificar essa fonte e de lhe dar qualidades tais, que se constitua para as más influências um repulsor, em vez de ser uma força atrativa. O perispírito, portanto, é uma couraça a que se deve dar a melhor têmpera possível. Ora, como as suas qualidades guardam relação com as da alma, importa se trabalhe por melhorá-la, pois que são as imperfeições da alma que atraem os Espíritos maus.
As moscas são atraídas pelos focos de corrupção; destruídos esses focos, elas desaparecerão. Os maus Espíritos, igualmente, vão para onde o mal os atrai; eliminado o mal, eles se afastarão. Os Espíritos realmente bons, encarnados ou desencarnados, nada tem que temer da influência dos maus.

Mudemos definitivamente o discurso desculpista da nossa falta de estudos evitando citar o que diz este ou aquele indivíduo em sua obra, e, passemos a dizer convictos da sublimidade da fonte: “a codificação do espiritismo nos ensina assim”.

Gênese:
1) Kardec Allan - Cap. XIV, itens 4, e 17 a 21.
Grifos nossos.

Espiritismo Terra.

criado por espiritistaterra    12:30 — Arquivado em: Sem categoria

Espiritismo, doutrina de Luz!

A doutrina que nos norteia o caminho como bússola a nos levar ao encontro de nossos ideais de crescimento e aprimoramento como seres imortais que somos, tem como codificador esse Espírito de Escol, discípulo fiel do Mestre de Nazaré,  o nobre Allan Kardec.

Que Deus, Jesus e os Espíritos Puros possam em nome de toda a humanidade, levar-lhe nossos sinceros agradecimentos por todo esse manancial de bênçãos que ele nos deixou  através da codificação do Espiritismo.

Somos-te eternamente gratos, amigo Kardec, por nos fazer crer de forma consciente, isto é, pela fé raciocinada.

Que você possa ser eternamente feliz!

Espiritista Terra.

criado por espiritistaterra    11:45 — Arquivado em: Sem categoria

Report abuse Close
Am I a spambot? yes definately
http://espiritistaterra.blog.terra.com.br
 
 
 
Thank you Close

Sua denúncia foi enviada.

Em breve estaremos processando seu chamado para tomar as providências necessárias. Esperamos que continue aproveitando o serviço e siga participando do Terra Blog.