Espiritista Terra

Espiritista terra é um espaço criado em 30/05/2008, destinado a fiel divulgação da doutrina espírita.”Melhor é repelir dez verdades do que admitir uma única falsidade, uma só teoria errônea.” Livro dos Médiuns - Cap. XX, item 230. (O Editor).JFCR.

31.10.08

Parábola do mau rico

Havia um homem rico, que vestia púrpura e linho e se tratava magnificamente todos os dias. — Havia também um pobre, chamado Lázaro, deitado à sua porta, todo coberto de úlceras, — que muito estimaria poder mitigar a fome com as migalhas que caíam da mesa do rico; mas ,ninguém lhas dava e os cães lhe viam lamber as chagas.

Ora, aconteceu que esse pobre morreu e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão. O rico também morreu e teve por sepulcro o inferno.

— Quando se achava nos tormentos, levantou os olhos e via de longe Abraão e Lázaro em seu seio — e, exclamando, disse estas palavras: Pai Abraão, tem piedade de mim e manda-me Lázaro, a fim de que molhe a ponta do dedo na água para me refrescar a língua, pois sofro horrível tormento nestas chamas.

Mas Abraão lhe respondeu: Meu filho, lembra-te de que recebeste em vida teus bens e de que Lázaro só teve males; por isso, ele agora esta na consolação e tu nos tormentos.

Ao demais, existe para sempre um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que queiram passar daqui para aí não o podem, como também ninguém pode passar do lugar onde estás para aqui.

Disse o rico: Eu então te suplico, pai Abraão, que o mandes à casa de meu pai, — onde tenho cinco irmãos, a dar-lhes testemunho destas coisas, a fim de que não venham também eles para este lugar de tormento. — Abraão lhe retrucou: Eles têm Moisés e os profetas; que os escutem. — Não, meu pai Abraão, disse o rico: se algum dos mortos for ter com eles, farão penitência. — Respondeu-lhe Abraão: Se eles não ouvem a Moisés, nem aos profetas, também não acreditarão, ainda mesmo que algum dos mortos ressuscite. (S. LUCAS, cap. XVI, vv. 19 a 31.)

Fonte:
O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVI, item 5.

Espiritista Terra.

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23.10.08

Para se obter auxílio

É através do estudo sério da doutrina espírita, que ficamos conhecendo a verdadeira razão para entender, por que motivo, ninguém deve se habilitar a receber auxílio sem a mesma presteza em prestá-lo a quem dele se faça necessitado. Encontramos nas importantes e variadas obras da codificação, e ainda em inúmeras outras de elevado cunho moral doutrinário à nossa inteira disposição, informações preciosas de como tudo acontece á nossa volta, isto é, como tudo se fundamenta nas palavras do Mestre de Nazaré quando nos afirmou “a cada um segundo as suas obras”.

Ficamos sabendo por exemplo, que precisamos proceder nossa imediata e constante renovação moral, nas esferas física, mental e espiritual, alicerçada nos padrões do bem, através do auxílio ao nosso próximo pela desinteressada prática da caridade em favor do necessitado seja ele quem for, compreendendo que com esse comportamento estaremos nos beneficiando também, pela conquista da simpatia dos abnegados trabalhadores da paz a serviço de Jesus, que por sua vez nos estenderão mãos amigas, nas horas em que formos os verdadeiros necessitados, e, sem essa ajuda, nossos caminhos evolutivos nos surgiriam muito mais complicados e difíceis de ser transitados.

Precisamos entender em definitivo que todo o mal por nós praticado, conscientemente provoca inevitavelmente de algum modo lesão em nossa consciência, e se fará fazer sentir em forma de distúrbio em nosso organismo fisiológico mais cedo ou mais tarde. Em qualquer parte do universo em que nos situarmos, estaremos submetidos à mesma Lei de amor e justiça, e como espíritos em processo evolutivo em busca da perfeição relativa a que estamos destinados, precisamos nos associar aos promotores do bem e da paz no universo infinito, unindo nossos parcos recursos aos inúmeros colocados ao nosso inteiro dispor pela Soberana sabedoria do Universo.

O estudo dos postulados espíritas, muito nos ajudarão a clarear a razão, e nos assistirão no esforço individual esclarecendo-nos de que forma melhor poderemos contribuir para o perfeito equilíbrio dos princípios superiores elaborados por Deus para o modo de viver de cada individualidade, fazendo-nos entender que a justiça sendo instituição divina, começa exatamente em nós mesmos, e que, a evolução para a perfeição é uma viagem longa e difícil, onde o bem nos faculta passagens menos complicadas, e o mal nos interdita certos trechos da mesma estrada, o que nos obriga a paradas obrigatórias ou a contornos longos e acidentados.

Dessa forma, como espíritas que nos dizemos ser, busquemos nos ensinos dos Espíritos Superiores, contidos na codificação de nossa doutrina os necessários recursos para que melhor possamos nos apresentar ao Divino Amigo de todos nós, Jesus de Nazaré, para por nossa vez contribuir de forma positiva na tarefa que ELE confiou a cada um de nós, na construção de uma sociedade mais humana, decente e cristã, conforme segue:

Os bons espíritas

“Bem compreendido, mas sobretudo bem sentido, o Espiritismo leva aos resultados acima expostos, que caracterizam o verdadeiro espírita, como o cristão verdadeiro, pois que um o mesmo é que outro. O Espiritismo não institui nenhuma nova moral; apenas facilita aos homens a inteligência e a prática da do Cristo, facultando fé inabalável e esclarecida aos que duvidam ou vacilam.

Muitos, entretanto, dos que acreditam nos fatos das manifestações não lhes apreendem as conseqüências, nem o alcance moral, ou, se os apreendem, não os aplicam a si mesmos. A que atribuir isso? A alguma falta de clareza da Doutrina? Não, pois que ela não contém alegorias nem figuras que possam dar lugar a falsas interpretações. A clareza e da sua essência mesma e é donde lhe vem toda a força, porque a faz ir direito à inteligência. Nada tem de misteriosa e seus iniciados não se acham de posse de qualquer segredo, oculto ao vulgo.

Será então necessária, para compreendê-la, uma inteligência fora do comum? Não, tanto que há homens de notória capacidade que não a compreendem, ao passo que inteligências vulgares, moços mesmo, apenas saídos da adolescência, lhes apreendem, com admirável precisão, os mais delicados matizes. Provém isso de que a parte por assim dizer material da ciência somente requer olhos que observem, enquanto a parte essencial exige um certo grau de sensibilidade, a que se pode chamar maturidade do senso moral, maturidade que independe da idade e do grau de instrução, porque é peculiar ao desenvolvimento, em sentido especial, do Espírito encamado.

Nalguns, ainda muito tenazes são os laços da matéria para permitirem que o Espírito se desprenda das coisas da Terra; a névoa que os envolve tira-lhes a visão do infinito, donde resulta não romperem facilmente com os seus pendores nem com seus hábitos, não percebendo haja qualquer coisa melhor do que aquilo de que são dotados. Têm a crença nos Espíritos como um simples fato, mas que nada ou bem pouco lhes modifica as tendências instintivas. Numa palavra: não divisam mais do que um raio de luz, insuficiente a guiá-los e a lhes facultar uma vigorosa aspiração, capaz de lhes sobrepujar as inclinações. Atêm-se mais aos fenômenos do que a moral, que se lhes afigura cediça e monótona. Pedem aos Espíritos que incessantemente os iniciem em novos mistérios, sem procurar saber se já se tornaram dignos de penetrar Os arcanos do Criador. Esses são os espíritas imperfeitos, alguns dos quais ficam a meio caminho ou se afastam de seus irmãos em crença, porque recuam ante a obrigação de se reformarem, ou então guardam as suas simpatias para os que lhes compartilham das fraquezas ou das prevenções. Contudo, a aceitação do princípio da doutrina é um primeiro passo que lhes tornará mais fácil o segundo, noutra existência.

Aquele que pode ser, com razão, qualificado de espírita verdadeiro e sincero, se acha em grau superior de adiantamento moral. O Espírito, que nele domina de modo mais completo a matéria, dá-lhe uma percepção mais clara do futuro; os princípios da Doutrina lhe fazem vibrar fibras que nos outros se conservam inertes. Em suma: é tocado no coração, pelo que inabalável se lhe torna a fé. Um é qual músico que alguns acordes bastam para comover, ao passo que outro apenas ouve sons. Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más. Enquanto um se contenta com o seu horizonte limitado, outro, que apreende alguma coisa de melhor, se esforça por desligar-se dele e sempre o consegue, se tem firme a vontade” ¹

Muita Paz.

1) E.S.E. Cap. XVII, Sede Perfeitos, item 4.

Espiritista Terra.

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18.10.08

O doce mas, equivocado aceitar!

É muito fácil de encontrar na seara espírita, inúmeros companheiros que discordam das formas como alguns outros confrades demonstram sua contrariedade em relação às diversificadas maneiras como são executados os trabalhos mediúnicos em grande parte do movimento espírita no Brasil, por criaturas que se dizem seguidores da doutrina dos Espíritos. Não concordam com o veemente tom de reprovação, que segundo eles, são justificados por quem assim procede com a desculpa que agem em defesa da fidelidade doutrinária.

Afirmam, que na doutrina espírita, e nas mensagens de Jesus, existem diversas páginas que sugerem outros caminhos para se encontrar a melhor maneira de desfazer as divergências existentes nos procedimentos das atividades mediúnicas, com as quais se poderiam corrigir os equívocos, dizendo: “as sombras só se dissipam com a luz”, e, estabelecer polêmicas inúteis, não leva esclarecimento a ninguém, demonstra simplesmente excesso de personalismo.

Até aqui, citamos algumas de suas afirmativas, seus pensamentos, mas que em verdade não encontram abrigo em nosso modesto ponto de vista. Primeiro porque, esses “compreensivos bonzinhos”, se esquecem de citar também as inúmeras páginas e ensinamentos que se encontram na Doutrina que contrariam esse procedimento de tudo aceitar sem argumentar com fundamentos doutrinários alicerçados na Codificação e nas obras auxiliares que nos aclaram bem para a responsabilidade de não compactuar com erros a título de “ser bonzinhos”, compreensivos, superiores etc., em entendimento e moralidade, pois sabemos não ser.

Os defensores da fidelidade doutrinária, devem sim, com argumentos convincentes e, de forma educada publicarem em todos os órgãos da mídia possíveis, “não suas fantasias doutrinárias”, mas a mensagem fidedigna como os espíritos Superiores no-la passaram, pois, quem assim procede, não me parece estar fazendo uso de personalismo e sim, atendendo ao apelo dos Nobres Emissários Celestes que nos afirmam: "Melhor é repelir dez verdades do que admitir uma única falsidade, uma só teoria errônea". Livro dos Médiuns, Cap. XX - Item 230.

Só entendemos que alguém pode ser esclarecido, nessa matéria, se conhecer verdadeiramente os postulados da doutrina espírita, e, enquanto nós não nos decidirmos por deixar de ser bonzinhos, para não causar polêmicas inúteis, segundo eles, a doutrina espírita estará cada dia mais distante de sua pureza doutrinária, como se constata diariamente, pois, já se encontra em muitos casos, bastante distorcida principalmente na área da mediunidade.

Pensamos que já basta o que fizeram com o Cristianismo, que teve que ser trazido novamente ao nosso conhecimento por Jesus e seus prepostos, pois, foi totalmente desfigurado, o que é preciso não se permita acontecer com o Consolador Prometido.

Jesus, a título de bondade, jamais deixou de desfazer equívocos por onde passou, classificou de hipócrita todo aquele que usava de verniz no verbo, mas, estava impregnado de interesses escusos ou covardia nos refolhos da alma. O esclarecimento deve ser ministrado sim, de forma efetiva e imediata, pois bem sabemos que são chegados os tempos, e também porque temos para orientação os ensinos dos Espíritos Superiores que indagados sobre os assunto, assim responderam ao codificador nas questões que seguem, do Livro dos Espíritos e no Evangelho segundo o espiritismo.

798. O Espiritismo se tornará crença comum, ou ficará sendo partilhado, como crença, apenas por algumas pessoas?

“Certamente que se tornará crença geral e marcará nova era na história da humanidade, porque está na Natureza e chegou o tempo em que ocupará lugar entre os conhecimentos humanos. Terá, no entanto, que sustentar grandes lutas, mais contra o interesse, do que contra a convicção, porquanto não há como dissimular a existência de pessoas interessadas em combatê-lo, umas por amor-próprio, outras por causas inteiramente materiais. Porém, como virão a ficar insulados, seus contraditores se sentirão forçados a pensar como os demais, sob pena de se tornarem ridículos (…)”

932. Por que, no mundo, tão amiúde, a influência dos maus sobrepuja a dos bons?

“Por fraqueza destes. Os maus são intrigantes e audaciosos, os bons são tímidos. Quando estes o quiserem, preponderarão.” ¹

(…) Crede, amai, meditai sobre as coisas que vos são reveladas; não mistureis o joio com a boa semente, as utopias com as verdades.

"Espíritas! amai-vos, este o primeiro ensinamento; instruí-vos, este o segundo. No Cristianismo encontram-se todas as verdades; são de origem humana os erros que nele se enraizaram. Eis que do além-túmulo, que julgáveis o nada, vozes vos clamam: "Irmãos! Nada perece. Jesus-Cristo é o vencedor do mal, sede os vencedores da impiedade." O Espírito de Verdade. (Paris, 1860.) Cap. VI, item 5. ²

Temos consciência de que erros, todos nós cometemos, que não somos perfeitos para julgar quem quer que seja, mas, os equívocos doutrinários detectados, estes sim, precisam se constituir objeto de esclarecimentos, e, de preferência, de forma a servir a todos que possam ter a mesma compreensão distorcida da legítima mensagem espírita, nas exposições de caráter público, sem citar nome de ninguém é claro, mas sim, o erro verificado, pois, entendemos que a verdade representada pela mensagem pura da doutrina espírita, muito nos ajuda sim, para um perfeito entendimento de como realizar os trabalhos da mediunidade com Jesus.

Não haverá máscara de intenções, senão naquele que o fizer movido por outros sentimentos dos quais fizemos referência anteriormente, o que não é o nosso caso, graças a Deus, pois, não somos movidos senão pelo desejo sincero de ver o Espiritismo interpretado da forma mais fiel ao contido na codificação espírita, e não será esta ou aquela opinião contrária que nos fará desistir desse nosso objetivo. Preferimos errar pela ação do que errar pela omissão, simplesmente para parecermos bonzinhos o que nunca nos consideramos, nem desejamos ser.

Bibliografia:

1) Kardec Allan, O Livro dos Espíritos, FEB 76ª edição.
2) Kardec Allan, O Evangelho Segundo o Espiritismo, FEB – 112ª edição - Cap. VI, item 4.

Grifos, nossos.

Espiritista Terra. 

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17.10.08

CONTOS

O MESTRE E O ESCORPIÃO

Um mestre do Oriente viu quando um escorpião estava se afogando e decidiu tirá-lo da água , mas quando o fez , o escorpião o picou.

Pela reação de dor, o mestre o soltou e o animal caiu novamente na água e estava se afogando de novo.

O mestre tentou tirá-lo e novamente o animal o picou.

Alguém que estava observando se aproximou do mestre e lhe disse:

Desculpe-me , mas você é teimoso! Não entende que todas às vezes que tentar tirá-lo da água ele irá picá-lo?

O mestre respondeu:

” A natureza do escorpião é picar, e isto não vai mudar a minha, que é ajudar”.

Então, com a ajuda de uma folha o mestre tirou o escorpião da água e salvou sua vida.

Não mude sua natureza se alguém te faz algum mal ; apenas tome precauções.

Alguns perseguem a felicidade, outros a criam .

Preocupe-se mais com sua consciência do que com a sua reputação.

Porque sua consciência é o que você é, e sua reputação é o que os outros pensam de você.

E o que os outros pensam, não é problema nosso… É problema deles…

 

Autor desconhecido.

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11.10.08

A Sábia indagação do Apóstolo!

Disse-lhes: - Recebestes vós o Espírito Santo quando crestes?. - (ATOS: 19:2).

Ainda hoje essa pergunta continua a ecoar em todas as direções, e em todas as correntes do cristianismo na face da Terra.

O homem, habituado às conveniências dos costumes a que se adaptou e conserva em seu mundo íntimo há milênios, crê e descrê com a maior facilidade, isto é, acredita agora para duvidar daqui há pouco.

Isso por que, tenta vivenciar na aparência os ensinamentos do Evangelho de Jesus, simplesmente para se tornar agradável em suas relações em sociedade, mas, como não possui alicerçado em seu interior esse conteúdo, e não tendo desenvolvido em si os valores encontrados unicamente na verdadeira fé, não consegue lograr êxito, e vive a se contradizer em palavras e atos.

Quase sempre, sua crença está na dependência de alcançar o alívio para a sua dificuldade, no campo da saúde física ou na obtenção de vantagens materiais, assim é, que quando enfermo após receber o socorro da caridade na resolução do problema que o aflige no momento, se declara doravante, seguidor da Boa Nova, guiando-se simplesmente pelas impressões do alívio físico que sente.

Mas, logo depois, todavia, na presença de novas dificuldades e desafios que surgirem em seu caminho, ressurgirá tão insatisfeito e tão desesperado quanto outrora, esquecido dos benefícios que alcançou antes e da fé que se dizia possuidor. Nas trilhas dos seguidores do Espiritismo não são diferentes tais situações, ao contrário, são também muito freqüentes.

Grande é o número dos companheiros que se afirmam pessoas de fé, por haverem recebido alguma mensagem dando notícias da sobrevivência de algum parente desencarnado, ou ainda por terem se livrado de alguma enfermidade ou porque obtiveram solução satisfatória para certos problemas da luta material; contudo, passado esse momento, amanhã diante dos novos problemas que por certo surgirão na vida de todos nós, estarão novamente duvidando dos amigos espirituais, dos médiuns respeitáveis e até mesmo da doutrina espírita.

Por essa razão, a interrogação do Apóstolo Paulo de Tarso, continua perfeitamente atualizada, ainda precisamos meditar bastante para saber respondê-la com certeza, que espécie de cristão estamos sendo e como estamos crendo na orientação de Jesus?
Estamos fazendo bom uso de tudo o que já sabemos de seus ensinos, em proveito de nossa melhoria e do nosso próximo, como criaturas humanas e irmãs que somos, criadas para a glória e a perfeição? Ou ainda nos mantemos aprisionados e escravizados pela ignorância do homem velho que sempre nos dominou?

Enquanto não nos decidirmos por abrigar no espírito as bênçãos das virtudes que dormitam em nosso Ser profundo, à espera de nossa atitude e boa vontade, no trabalho para desenvolvê-las, na construção da reforma íntima que precisamos urgentemente empreender, para progredir e crescer, moral e espiritualmente, nos renovando em Cristo, a nossa fé não passará de frágil candeia, suscetível de apagar-se ao primeiro golpe de vento.

E só há uma maneira correta de proceder em busca dessa transformação, que só se dará pelo desenvolvimento da fé raciocinada, através do estudo sério e aprofundado da doutrina espírita, como nos convoca o Espírito de Verdade no E.S.E. Cap. 6 item 5, “Espíritas! amai-vos, este o este o primeiro ensinamento, instruí-vos este o segundo”. O Espírito de |Verdade (Paris, 1860). ¹

Bibliografia:

1) Kardec, Allan – O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. VI, item 5.

Francisco Rebouças.

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5.10.08

Não se deixe iludir!

Não acredite em falsas promessas de milagres.

Profeta algum, tem a chave que abre o porta de acesso a sua felicidade.

Pois, sua chave, está dentro de você e só você pode encontrá-la.

Abra os olhos e veja as maravilhas que a vida coloca à sua volta e ao seu alcance.

Você não a encontrará nas riquezas perecíveis da matéria.

Sinta alegria de viver nas coisas mais simples, desenvolvendo as virtudes espirituais que existem dentro de você.

A verdadeira felicidade, está escondida nas coisas mais singelas da vida de cada criatura, por isso passamos por ela sem percebê-la.

Encontre a alegria de viver, e seja feliz, de forma simples e honesta.

Francisco Rebouças

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3.10.08

Segurança

"Sabendo que a tribulação produz fortaleza." - Paulo. (ROMANOS, 5:3.)

Ninguém conseguirá conquistar a segurança, sem se dispor a enfrentar e vencer as tempestades do caminho de quem planeja alcançar a elevação espiritual.

Não vale o simples desejo de crescimento sem o devido esforço em conquistá-lo, pois, as rogativas do indivíduo, sem o suor do trabalho árduo na construção de dias melhores, em aproveitamento das sublimes oportunidades do testemunho comum a qualquer mortal, não encontram resposta.

É comum o indivíduo, esquivar-se com desculpas de variada ordem, justificando sua fuga das provas que a vida lhe impõe como exigência para alcançar os altos patamares conquistados por todos aqueles que se dispuseram ao testemunho dos sacrifícios em direção ao equilíbrio do Ser com as Leis que regem seus destinos na Terra.

Despreparado para o desafio a enfrentar, acredita-se perseguido e esquecido pelos Espíritos Superiores e até mesmo por Deus, entrando em profundo estado de desânimo e descrença, entregando-se ao desequilíbrio e caindo nos despenhadeiros dos vícios, dos crimes da miséria e da desgraça em processos obsessivos de conseqüências imprevisíveis.

Não aceitam a idéia de que a tempestade é passageira e possui certas funções regeneradoras e educativas que é imprescindível não menosprezar, e que ao contrário, precisa saber tirar delas as melhores lições que lhes servirão de experiências proveitosas para o porvir.

Somente à medida que vai se esclarecendo em busca da verdade, é que se convencerá e buscará se credenciar a compreender melhor os benefícios que os obstáculos e sofrimentos vencidos em sua jornada representarão em forma de lições preciosos que o indivíduo consciente não mais esquecerá. Como alcançar a sublimação sem a bênção das experiências da estrada percorrida? Como resolver e prover os recursos impostos ao ser imortal pelas necessidades? Todos temos deveres para conosco, para com Deus e para com a vida.

“O dever é o mais belo laurel da razão; descende desta como de sua mãe o filho. O homem tem de amar o dever, não porque preserve de males a vida, males aos quais a Humanidade não pode subtrair-se, mas porque confere à alma o vigor necessário ao seu desenvolvimento.
O dever cresce e irradia sob mais elevada forma, em cada um dos estágios superiores
da Humanidade. Jamais cessa a obrigação moral da criatura para com Deus. Tem esta de refletir as virtudes do Eterno, que não aceita esboços imperfeitos, porque quer que a beleza da sua obra resplandeça a seus próprios olhos. - Lázaro. (Paris, 1863.)” ¹

As dificuldades e lutas impostas ao Ser em busca da perfeição e da felicidade, são as exigências solicitadas a todos que desejarem seguir os caminhos traçados pelo Cristo para a implantação do Evangelho no coração dos seres humanos, colaborando dessa forma para a concretização dos mais sagrados objetivos da vida.

Bibliografia:
1) Kardec, Allan – O Evangelho Segundo o Espiritismo – FEB,106ª edição, Cap. XVII, item 7

Francisco Rebouças.

criado por espiritistaterra    12:35 — Arquivado em: Sem categoria

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