Espiritista Terra

Espiritista terra é um espaço criado em 30/05/2008, destinado a fiel divulgação da doutrina espírita.”Melhor é repelir dez verdades do que admitir uma única falsidade, uma só teoria errônea.” Livro dos Médiuns - Cap. XX, item 230. (O Editor).JFCR.

16.4.09

ENTREVISTA

O ESPIRITISTA TERRA, APRESENTA A ENTREVISTA CONCEDIDA COM EXCLUSIVIDADE POR GORETE NEWTON, DEDICADA TRABALHADORA DA SEARA ESPÍRITA NA SUIÇA.

 Entrevista:
 
FR : Prezada Gorete Newton, como aconteceu o seu encontro com a doutrina espírita?
 
R: Foi no ano de 1985, na cidade de Salvador, Bahia, Brasil. Eu passava por profundos transtornos psicológicos que me levaram a obsessão avassaladora. Uma longa história…
Certo dia minha mãe me levou (na marra) para um centro espíritta, o Caminho da redenção, onde conheci Divaldo Pereira Franco, e em menos de 24 horas fiquei curada.
 
FR: Qual a casa espírita que você freqüenta hoje?
 
R: Hoje sou presidente e fundadora do CEEAK – Centro de estudos espíritas Allan Kardec em Winterthur, Kantão de Zurique, na Suíça.
 
FR: Como e porque aconteceu sua ida para Suíça?
 
R: A empresa onde meu marido trabalha o transferiu do Brasil para o México e do México para a Suíça.
 
FR: Que funções você exerce na atualidade no movimento espírita?
 
R: Nos últimos 4 anos, até o dia 22 de março deste ano, presidi a UCESS – União de Centros de Estudos espíritas na Suíça. Sou atualmente presidente de 3 associações, O CEEAK – Centros de Estudos espíritas Allan Kardec, a EDICEI Suisse que é a primeira Secção editorial internacional do CEI, conselho espírita internacional. A EDICEI Suisse foi fundada pelo CEI para beneficiar os Centros espíritas através da edição de obras em lingua alemã assim como distribuir os livros que são editados pela FEB e EDICEI, e também sou presidente do LICHTVERLAG (Editora Luz) que é responsável em editar nossos livros.
 
FR: Como começou sua ligação com o CEEAK - Centro de Estudos Espíritas Allan Kardec?
 
R: Desde 1992 quando cheguei em Winterthur comecei a freqüentar um grupo de estudos na casa de uma amiga em Zurique, a Senhora Suzana da Silva Maia, que era diplomata. Quando ela percebeu que iria ter que se transferir para outro país decidiu, muito sabiamente fundar um centro espírita para que o grupo não morresse quando ela fosse embora. Ela encontrou um pequeno porão, alugou com a ajuda de alguns de nós e oficialisou a AFFA, Associação filosófica espírita Francisco de Assis. Quando ela decidiu mudar-se para Trinidad Tobago me convidou para ser Diretora de assuntos filosóficos do centro ao que aceitei profundamente emocionada. Trabalhei na AFFA até 1998 quando fiquei grávida do meu terceiro filho. A AFFA já se encontrava consolidade e tínhamos já muitos trabalhadores de confiança e aptos a seguir com o trabalho, foi quando decidi fundar o CEEAK em Wnterthur, cidade onde sempre residi.
 
FR: Como está o movimento espírita na Suíça?
 
R: Somos 9 centros espíritas dois quais 8 se encontram congregados em nossa União, UCESS. O movimento é lento, mas sólido e bem estruturado.
 
FR: Em que outros países da Europa você vê o espiritismo em crescimento?
 
R: O trabalho espírita na Europa será crescente proporcionalmente às publicações que venham a ser feitas nas linguas de cada país. O movimento em Portugal é grande, pois, é enorme a gama de informações e literatura, assim como na Espanha. Depois vem a França e em seqüencia a Alemanha e a Suíça. Nos outros países ainda é um trabalho mais hercúleo ainda, exigindo corajosos e abnegados irmãos que não se deixem desestimular pelas dificulades. Mas mesmo com toda a dificuldade o movimento é crescente. E com o início das atividades do CEI tudo foi se solidificando pois, temos a oportunidade de nos encontrarmos e trocar experiências, uns incentivando os outros.
 
FR: Qual a maior dificuldade de praticar o espiritismo fora do Brasil?
 
R: Somos sementes espalhadas ao vento, Jesus nos sopra, e caimos em terras diferentes. Às vezes encontramos um canto fértil que nos possibilita brotar. Às vezes caímos sobre pedras e não desistimos, buscamos as brechas onde possamos removê-las, mas brotamos!
A maior barreira é a literatura nas linguas nativas, mas como é necessário adubar a terra Jesus envia Brasileiros que mesmo sem literatura para o povo de alguns países, não se deixam abater e estudam entre si, arando a terra que se tornará fertil um dia, e as sementes em muitos pontos serão plantadas pelos filhos que sairão destes trabalhos feitos entre nós mesmo. Não acho que haja dificuldade em praticar o espiritismo, há dificuldade em vencermos a nós mesmos.
 
FR: Existem muitas divergências em termos de interpretação da mensagem espírita, em sua opinião porque isso ocorre se os ensinamentos espíritas são tão claros?
 
R: Sobre as divergências elas ocorrem mais pelas falhas dos que disseminam a doutrina do que pela interpretação da doutrina como um todo. A doutrina espírita é muito clara nas obras básicas, mas nós já temos uma experiência de 150 anos que nos levou a criar novos critérios, principalmente em relação à parte prática, com o auxílio da literatura complementar enviada pelos espíritos. Aí o que interfere é o EGO de cada um, e a falta de ponderação. Somos sempre os mesmo… cada um ainda quer ser dono da verdade e se esquece de abrir mão de pontos de vista pessoais em prol de uma difusão equilibrada e harmônica.
Acho que se evitássemos polêmicas e discussões infrutíferas avançaríamos mais. Muitos que polemizam o tempo todo, gritando para cima e pra baixo deveriam calar-se, para o bem da obra.
FR: Existem muitos grupos de estudos da doutrina espírita na Suíça?
R: Já respondi acima. Somos 9 Grupos.
 
 
FR: O Suíço está aceitando bem os postulados de nossa doutrina, ou o movimento espírita na Suíça ainda é constituído quase que exclusivamente por brasileiros aí radicados?
 
R: A escola preparada para a difusão do espiritismo no mundo é o Brasil. Nós, ex-europeus, ex-americanos, ex-asiáticos etc… renascemos lá para darmos continuidade ao nosso compromisso com Jesus, de absorver na prática, como encarnados, através da convivência com um dos povos mais amorosos e tolerantes do mundo, os arroubos do desprendimento e da abnegação, que vivenciamos a cada dia em nossa encarnação. Lá que tivemos contato com a fé singela e inquebrantável em Deus, com a alegria que muitas vezes brilha nos rostos da miséria. Tudo isso, teríamos que levar em nossa mala existencial, para que a Doutrina espírita entre não só no raciocínio dos povos, mas também em seus corações sedentos de fé e amor.
 
FR: Quais foram as maiores conquistas de sua dedicação ao movimento espírita ?
 
R: Muitas me encheram o coração de alegrais que não se podem descrever. Mas a primeira foi ver um suíço, que não fala uma palavra de portugues, mas é casodo com uma brasileira, fazer sua primeira palestra em nosso centro, em alemão, ele é um doce de criatura, cientista, e foi o primeiro suíço de fala alemã a fazer uma palestra em nosso centro. Tínhamos até então a contribuição valoroza de nossa irmã Edith Burkhard, mas ela viveu e estudou no Brasil, é diferente, mas ele o Urs não, ele começou estudando com ela e realizou um sonho que eu acalentei por muitos anos. Depois veio mais! Nosso segundo encontro espírita na Suíça, foi aberto pela palestra de Oliver Sprenger, que nem mulher brasileira tem! Ele subiu no púlpito e começou a falar: Nós espíritas na Suíça… eu me debulhei e orei a Jesus em agradecimento pelo que ouvia.
Mas a mais linda foi ver uma de nossas filhas, que era uma criança quando chegamos e hoje está com 23 anos, a Luciana Camenisch, fazer sua primeira palestra com o tema o Suicídio na visão espírita, em alemão.
Tudo isso significa que a semente plantada, já começa a eclodir, e minha alma se alegra. Se amanhã eu faltar, irei em paz, pois cumpri o meu dever.
 
FR: Quais são os maiores desafios a conquistar?
 
R: Publicar livros na lingua alemã. É o maior de todos.
 
FR: O que você diria a quem lhe pedisse orientação de obras para iniciar no conhecimento do espiritismo?
 
R: Leiam as obras de Kardec, primeiro o livro dos espíritos, depois o evangelho e depois os outros. Leiam as obras de André Luiz e Emmanuel, e iluminem-se com Joanna de Angelis também, para que possam saber depois distinguir o que é espiritismo do que não é.
FR: O aborto continua sendo o assunto mais discutido no meio espírita no momento, de que maneira nós espíritas podemos contribuir para evitar esse crime?
 
R: Este é um grande problema da humanidade. Nós só temos uma saída, educar para amar. Tudo começa em casa. As leis humanas são falhas, mas a educação de nossos filhos é a maior contribuição que podemos dar para que estes crimes parem de acontecer. Muitos de nossos filhos serão apoio para seus amigos e amigas, e quem sabe salvarão vidas com poucas palavras. Instruamos na casa espírita a criança e o Jovem, pois somente eles poderão mudar o mundo através dos próprios atos.
 
FR: Porque nos dias de hoje, 2009 anos após Jesus nos trazer suas mensagens de amor e respeito ao próximo, o ser humano ainda não pratica seus ensinamentos?
 
R: Porque a Natureza não dá saltos e porque estamos falhando na educação de nossos filhos. Queremos que eles sejam exitosos alunos das escolas para terem um bom emprego, ou serem ricos para poder comprar tudo. Mas esquecemos de ensinar o amor a Deus, a necessidade de lutarmos contra o egoísmo e contra o orgulho. E o pior, muitos ensinamos com palavras mas desensinamos com os próprios atos. O exemplo é tudo!
 
FR: Quais seus projetos para o futuro?
 
R: Aprender a amar o meu próximo como a mim mesma. E tentar trazer mais livros em lingua alemã para a Europa.
 
FR: Amiga, quero agradecê-la de coração, pela maneira tão gentil com que você nos tem enviado as notícias do movimento espírita aí na Suíça e na Europa como um todo.
 
R Eu é quem agradeço de coração a oportunidade de responder à esta entrevista.
 
FR: Gorete Newton, estamos desde há muito, apoiando a campanha “Onde estão as crianças filhas de pais espíritas? Vamos evangelizar os "pequeninos"?Que visa o incentivo da evangelização infantil no Estado do Rio de Janeiro, e, temos recebido muitas informações do Brasil todo de que muitas casas espíritas que não tinham esse trabalho começaram a partir de nosso incentivo. Existe esse trabalho de evangelização da infância e juventude aí na Suíça?
 
R: Graças a uma alma dedicada, chamada Arlete Länzlinger, temos um belo trabalho sendo desenvolvido em nosso centro, mas outros centros também já tem evangelização, sobressaindo-se o ESTESIA de Berna que tem já há muitos anos um belo trabalho com os jóvens.
 
FR: Os amigos suíços, levam os filhos aos centros?
 
R: Sim, temos muitas crianças e jóvens.
 
FR: Gorete Newton, o que você gostaria de ter respondido e que não te perguntei?
 
R: Acho que não me perguntaria mais nada. Obrigada por tudo.
 
FR: Prezada amiga, estaremos sempre à disposição para colaborar na divulgação do que for necessário em prol do crescimento da doutrina espírita, fique à vontade para nos contatar sempre que desejar.
 
R: Ao que agradeço profundamente e me coloco à disposição para o que esteja a meu alcance.
 
FR: Para encerrar, gostaria que você deixasse registrada sua mensagem a toda família espírita brasileira, através do nosso Blog espírita.
 
R: Sejamos pais, sejamos mães. Paremos para olhar o que nossos filhos nos querem dizer. Olhemos nossos filhos nos olhos quando eles falam conosco. Prestemos atenção para sermos verdadeiros amigos de nossos filhos. Educar exige observação, dedicação e abnegação, mas também energia e coragem para as horas em que tenhamos que colocar limites. Sejamos firmes, mas nunca cruéis. Sejamos amor mas nunca permissivos por comodidade. Eduquemos nossos filhos para que se tornem homens de bem, como prega o evangelho segundo o espiritismo, e não pessoas que tenham que a todo custo serem melhores que as outras. Eduquemos nossos filhos para serem honestos e se envergonhar dos que roubam e prejudicam a sociedade, mas nunca os eduquemos para que desprezem ou se vinguem. Eduquemos nossos filhos para serem amigos de todos sem distinção, para que não venhamos a ser surpreendidos pelos crimes cometidos por jovens que estamos presenciando todos os dias. O desprezo gera o criminoso.
Tudo isso depende de como nós, pais, mesmos somos.
Sejamos exemplos de homens de bem, pois nossos filhos o serão também.
 
FR: Agradecemos a Gorete Newton, pela gentileza em atender á nossa solicitação para esta entrevista, e rogamos ao Mestre de Nazaré que a guarde em sua paz, hoje e sempre.
 
Muito obrigada pela oportunidade desta troca. Que Jesus nos cuide a todos.
Saudações fraternais desde Nova Iorque onde me encontro respondendo esta entrevista.
Abraço a todos os irmãos de ideal espírita rogando para que nos incluam em suas preces.
Carinhosamente,
Gorete Newton
 
Francisco Rebouças.
criado por espiritistaterra    23:48 — Arquivado em: Artigo

15.4.09

A Doença do Consumo

A Revista Época, trouxe em uma de suas edições passadas uma matéria da escritora Americana de 60 anos, Vicki Robin, graduada pela Universidade Brown, autora do livro “Seu Dinheiro ou Sua Vida”, já traduzido para dez idiomas, em que ela analisa o problema do consumismo desenfreado que desequilibra a vida de muitas das suas vítimas, pelo descontrole que toma conta do indivíduo.

Uma das fundadoras do movimento Simplicidade Voluntária, a escritora americana prega a abstinência do luxo, o respeito ao meio ambiente e considera que o grande mal do planeta é o consumismo, alerta todos os que ouvem suas palestras, a não buscarem a felicidade nos shoppings, e pensar duas vezes para abrir a carteira e fazer os cálculos muito bem feitos, antes de comprar qualquer coisa, procurando verificar quantas horas de trabalho precisará para ganhar o dinheiro que se pretende gastar.

Inquirida sobre o porquê de se consumir tanto nos dias de hoje; respondeu: “Porque a cultura do consumismo vende a vergonha. Se a propaganda puder envergonhar alguém, terá um consumidor em potencial. As pessoas se envergonham de não ter algo. E correm às compras para cobrir essa vergonha imediatamente. Dessa forma, nossa cultura vende vergonha e sentimento de inferioridade. E ninguém quer ser inferior aos outros”.
Logo a seguir, explica como isso acontece: “As propagandas passam a idéia de que você é infeliz, gorda e feia. Ao comprar determinado produto, porém, poderá ser feliz, jovem, magra. E com namorado. Sutilmente, dizem que podem melhorar sua vida. Além disso, a cultura do consumo corta a ligação com a família. Quem tem amigos não consome tanto. Quando se tem família, tudo acontece ao redor dela. Longe de ambos, é preciso pagar por tudo. O consumismo cresce quando essas ligações são rompidas. O consumismo nos ensina que o mundo é morto, sem vida. Ele faz você se sentir sozinho. Por isso, tento re-conectar as pessoas entre si e com seu mundo interior”.
Quando, perguntada sobre se as pessoas são mais felizes por comprarem mais, ela assim se expressa: - “É o que chamamos de curva da felicidade. Quando você compra o que é necessário para sobreviver, há muita alegria em relação ao valor gasto. Quando é por conforto, a alegria é menor. Depois de certo ponto, comprar não dá mais felicidade. Tudo será lixo - coisas que você compra, mas que não lhe dão nada. Pode ser até mesmo uma casa”.
Em seguida, a escritora americana, responde de forma bem simples, a pergunta formulada pela citada revista, se é possível levar uma vida simples nas grandes cidades? Dizendo: “É uma vida com intenções, na qual a pessoa pensa em seus valores e no que é importante. É uma maneira de refletir sobre o que está acontecendo. Quem sonha muito não está refletindo. Se refletimos, podemos nos distanciar dos assuntos e ponderar melhor. Depois, voltamos ao curso normal da vida com mais consciência. Muitas vezes, numa sociedade consumista, as pessoas se dão conta de que têm muito, consomem muito, fazem tudo muito rápido e não têm horas suficientes para fazer o que realmente querem. É a doença do muito. O consumismo nos distrai e enche todas as horas do dia. Quando estamos cansados, não temos tempo sequer para pensar no que realmente queremos. Vida simples é viver com o suficiente, o essencial”.
Fala-nos ainda que as crianças de hoje começam a consumir muito cedo; enfocando que: - “A indústria de propaganda mira conscientemente as crianças. Sabe que, se as ensinam cedo a tomar Coca-Cola em vez de Pepsi, a vida inteira consumirão Coca-Cola sem se dar conta. As agências de propaganda sabem detalhes como o tom de vermelho de que uma criança de 2 anos gosta. As crianças ficam muito tempo em frente à televisão. Nos primeiros cinco anos, aprendem a realidade por meio da TV. Por isso é muito difícil uma pessoa, ao chegar aos 40, se dar conta de que algo que ela entende desde a infância como verdade não é verdade. A Coca-Cola vai ser melhor que a Pepsi para sempre”.
Alerta, a escritora americana, para o fato de as pessoas contaminadas pela peste do consumismo, nunca se darem conta disso, porque, – “O ser humano só descobre o que quer ao ver o que o outro tem. Nessa cultura da propaganda, vemos muita gente com muito mais que nós. O estilo de vida dos ricos está nas revistas. Disso surgem os desejos. Se você não pode ter algo, fica deprimido. Compra para não se sentir pior que o outro. É o que acontece com os negros americanos, que compram para ser como os brancos. Nos Estados Unidos, somos tão racistas que os negros se endividam para comprar as mesmas coisas que os brancos. Com isso, criam dívidas enormes”.
Em vista do exposto, é preciso se ter muita cautela em relação às nossas reais necessidades de consumo, para não sermos também vítimas desse mal que cresce de forma surpreendente a desgraçar a vida de inúmeras famílias de todas as classes sociais, com efeito maior e bem mais devastador naquelas de menor poder aquisitivo.
Por essa razão, cada vez mais nos certificamos do valor da mensagem espírita, que nos esclarece para os cuidados que precisamos tomar contra esse perigoso mal que infelicita a tantas criaturas em todo o mundo, justamente pela falta de observação para suas reais necessidades da vida, aumentando nosso entendimento e compreensão de que, não precisamos da grande maioria dos bens supérfluos que nos matamos para conseguir…
No livro Episódios Diários, a benfeitora Joanna de Ângelis, nos assevera:
O Consumismo atual responde por muitos problemas. As indústrias do supérfluo apresentam no mercado um sem-número de produtos desnecessários, que aturdem os indivíduos. Estimulados pela propaganda bem elaborada, desejam comprar, mesmo sem poder o que vêem, o que lhes é apresentado, numa volúpia crescente”.
Mais à frente esclarece: (…) consumismo é fantasia, transferência do necessário para o secundário. O consumidor que não reflete antes de adquirir, termina consumido pelas dívidas que o atormentam. Muita gente faz compras, por mecanismos de evasão.
(…) Insatisfeitas consigo mesmas, fogem adquirindo coisas mortas, e mais se perturbando. Confere a necessidade legítima, antes de te permitires o consumismo” .
Os Imortais da Vida Maior responderam a Allan Kardec, seus questionamentos sobre o assunto conforme segue:
Necessário e supérfluo
715. Como pode o homem conhecer o limite do necessário?

“Aquele que é ponderado o conhece por intuição. Muitos só chegam a conhecê-lo por experiência e à sua própria custa.”

716. Mediante a organização que nos deu, não traçou a Natureza o limite das nossas necessidades?

“Sem dúvida, mas o homem é insaciável. Por meio da organização que lhe deu, a Natureza lhe traçou o limite das necessidades; porém, os vícios lhe alteraram a constituição e lhe criaram necessidades que não são reais.”

717. Que se há de pensar dos que açambarcam os bens da Terra para se proporcionarem o supérfluo, com prejuízo daqueles a quem falta o necessário?

“Olvidam a lei de Deus e terão que responder pela privações que houverem causado aos outros.”
Nada tem de absoluto o limite entre o necessário e o supérfluo. A Civilização criou necessidades que o selvagem desconhece e os Espíritos que ditaram os preceitos acima não pretendem que o homem civilizado deva viver como o selvagem. Tudo é relativo, cabendo à razão regrar as coisas. A Civilização desenvolve o senso moral e, ao mesmo tempo, o sentimento de caridade, que leva os homens a se prestarem mútuo apoio. Os que vivem à custa das privações dos outros exploram, em seu proveito, os benefícios da Civilização. Desta têm apenas o verniz, como muitos há que da religião só têm a máscara.

Resta-nos, seguir os ensinamentos contidos na filosofia espírita, para entendermos que as coisas de fora não equacionarão nossos estados íntimos qualquer que seja nossa dificuldade, dão-nos a falsa impressão de que resolveremos nossas aflições, para em seguida nos mostrarem que são na verdade incapazes de nos dar a paz que buscamos de forma equivocada, e que só encontraremos com a disposição de fazer a nossa real modificação interior, na busca e no desenvolvimento dos valores morais espirituais que jazem latentes no imo do nosso ser, a espera da nossa disposição de utilizá-los.

Fontes:
 

 
Livro Episódios diários - Divaldo Pereira Franco - Joanna de Ângelis– Livraria Espírita “Alvorada” 1ª Edição- 25 Capítulo.

Livro dos Espíritos – Allan Kardec – FEB. 76ª Edição

Revista Época.

 
 
Francisco Rebouças.

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14.4.09

A Doença do consumo

 A Revista Época, trouxe em uma de suas edições passadas uma matéria da escritora Americana de 60 anos, Vicki Robin, graduada pela Universidade Brown, autora do livroSeu Dinheiro ou Sua Vida”, já traduzido para dez idiomas, em que ela analisa o problema do consumismo desenfreado que desequilibra a vida de muitas das suas vítimas, pelo descontrole que toma conta do indivíduo. 

Uma das fundadoras do movimento Simplicidade Voluntária, a escritora americana prega a abstinência do luxo, o respeito ao meio ambiente e considera que o grande mal do planeta é o consumismo, alerta todos os que ouvem suas palestras, a não buscarem a felicidade nos shoppings, e pensar duas vezes para abrir a carteira e fazer os cálculos muito bem feitos, antes de comprar qualquer coisa, procurando verificar quantas horas de trabalho precisará para ganhar o dinheiro que se pretende gastar.
 
Inquirida sobre o porquê de se consumir tanto nos dias de hoje; respondeu: “Porque a cultura do consumismo vende a vergonha. Se a propaganda puder envergonhar alguém, terá um consumidor em potencial. As pessoas se envergonham de não ter algo. E correm às compras para cobrir essa vergonha imediatamente. Dessa forma, nossa cultura vende vergonha e sentimento de inferioridade. E ninguém quer ser inferior aos outros”.
 
Logo a seguir, explica como isso acontece: “As propagandas passam a idéia de que você é infeliz, gorda e feia. Ao comprar determinado produto, porém, poderá ser feliz, jovem, magra. E com namorado. Sutilmente, dizem que podem melhorar sua vida. Além disso, a cultura do consumo corta a ligação com a família. Quem tem amigos não consome tanto. Quando se tem família, tudo acontece ao redor dela. Longe de ambos, é preciso pagar por tudo. O consumismo cresce quando essas ligações são rompidas. O consumismo nos ensina que o mundo é morto, sem vida. Ele faz você se sentir sozinho. Por isso, tento re-conectar as pessoas entre si e com seu mundo interior”.
 
Quando, perguntada sobre se as pessoas são mais felizes por comprarem mais, ela assim se expressa: - “É o que chamamos de curva da felicidade. Quando você compra o que é necessário para sobreviver, há muita alegria em relação ao valor gasto. Quando é por conforto, a alegria é menor. Depois de certo ponto, comprar não dá mais felicidade. Tudo será lixo - coisas que você compra, mas que não lhe dão nada. Pode ser até mesmo uma casa”.
 
Em seguida, a escritora americana, responde de forma bem simples, a pergunta formulada pela citada revista, se épossível levar uma vida simples nas grandes cidades? Dizendo: “É uma vida com intenções, na qual a pessoa pensa em seus valores e no que é importante. É uma maneira de refletir sobre o que está acontecendo. Quem sonha muito não está refletindo. Se refletimos, podemos nos distanciar dos assuntos e ponderar melhor. Depois, voltamos ao curso normal da vida com mais consciência. Muitas vezes, numa sociedade consumista, as pessoas se dão conta de que têm muito, consomem muito, fazem tudo muito rápido e não têm horas suficientes para fazer o que realmente querem. É a doença do muito. O consumismo nos distrai e enche todas as horas do dia. Quando estamos cansados, não temos tempo sequer para pensar no que realmente queremos. Vida simples é viver com o suficiente, o essencial”.
 
Fala-nos ainda que as crianças de hoje começam a consumir muito cedo; enfocando que: - “A indústria de propaganda mira conscientemente as crianças. Sabe que, se as ensinam cedo a tomar Coca-Cola em vez de Pepsi, a vida inteira consumirão Coca-Cola sem se dar conta. As agências de propaganda sabem detalhes como o tom de vermelho de que uma criança de 2 anos gosta. As crianças ficam muito tempo em frente à televisão. Nos primeiros cinco anos, aprendem a realidade por meio da TV. Por isso é muito difícil uma pessoa, ao chegar aos 40, se dar conta de que algo que ela entende desde a infância como verdade não é verdade. A Coca-Cola vai ser melhor que a Pepsi para sempre”.
 
Alerta, a escritora americana, para o fato de as pessoas contaminadas pela peste do consumismo, nunca se darem conta disso, porque, – “O ser humano só descobre o que quer ao ver o que o outro tem. Nessa cultura da propaganda, vemos muita gente com muito mais que nós. O estilo de vida dos ricos está nas revistas. Disso surgem os desejos. Se você não pode ter algo, fica deprimido. Compra para não se sentir pior que o outro. É o que acontece com os negros americanos, que compram para ser como os brancos. Nos Estados Unidos, somos tão racistas que os negros se endividam para comprar as mesmas coisas que os brancos. Com isso, criam dívidas enormes”.
 
Em vista do exposto, é preciso se ter muita cautela em relação às nossas reais necessidades de consumo, para não sermos também vítimas desse mal que cresce de forma surpreendente a desgraçar a vida de inúmeras famílias de todas as classes sociais, com efeito maior e bem mais devastador naquelas de menor poder aquisitivo.
 
Por essa razão, cada vez mais nos certificamos do valor da mensagem espírita, que nos esclarece para os cuidados que precisamos tomar contra esse perigoso mal que infelicita a tantas criaturas em todo o mundo, justamente pela falta de observação para suas reais necessidades da vida, aumentando nosso entendimento e compreensão de que, não precisamos da grande maioria dos bens supérfluos que nos matamos para conseguir…
 
No livro Episódios Diários, a benfeitora Joanna de Ângelis, nos assevera:
   
“O Consumismo atual responde por muitos problemas. As indústrias do supérfluo apresentam no mercado um sem-número de produtos desnecessários, que aturdem os indivíduos. Estimulados pela propaganda bem elaborada, desejam comprar, mesmo sem poder o que vêem, o que lhes é apresentado, numa volúpia crescente”.
 
Mais à frente esclarece: (…) consumismo é fantasia, transferência do necessário para o secundário. O consumidor que não reflete antes de adquirir, termina consumido pelas dívidas que o atormentam. Muita gente faz compras, por mecanismos de evasão.
 
(…) Insatisfeitas consigo mesmas, fogem adquirindo coisas mortas, e mais se perturbando. Confere a necessidade legítima, antes de te permitires o consumismo” .
 
Os Imortais da Vida Maior responderam a Allan Kardec, seus questionamentos sobre o assunto conforme segue:
 
Necessário e supérfluo
 
715. Como pode o homem conhecer o limite do necessário?
 
 “Aquele que é ponderado o conhece por intuição. Muitos só chegam a conhecê-lo por experiência e à sua própria custa.”
 
716. Mediante a organização que nos deu, não traçou a Natureza o limite das nossas necessidades?
 
“Sem dúvida, mas o homem é insaciável. Por meio da organização que lhe deu, a Natureza lhe traçou o limite das necessidades; porém, os vícios lhe alteraram a constituição e lhe criaram necessidades que não são reais.”
 
717. Que se há de pensar dos que açambarcam os bens da Terra para se proporcionarem o supérfluo, com prejuízo daqueles a quem falta o necessário?
 
“Olvidam a lei de Deus e terão que responder pela privações que houverem causado aos outros.”
Nada tem de absoluto o limite entre o necessário e o supérfluo. A Civilização criou necessidades que o selvagem desconhece e os Espíritos que ditaram os preceitos acima não pretendem que o homem civilizado deva viver como o selvagem. Tudo é relativo, cabendo à razão regrar as coisas. A Civilização desenvolve o senso moral e, ao mesmo tempo, o sentimento de caridade, que leva os homens a se prestarem mútuo apoio. Os que vivem à custa das privações dos outros exploram, em seu proveito, os benefícios da Civilização. Desta têm apenas o verniz, como muitos há que da religião só têm a máscara.
 
Resta-nos, seguir os ensinamentos contidos na filosofia espírita, para entendermos que as coisas de fora não equacionarão nossos estados íntimos qualquer que seja nossa dificuldade, dão-nos a falsa impressão de que resolveremos nossas aflições, para em seguida nos mostrarem que são na verdade incapazes de nos dar a paz que buscamos de forma equivocada, e que só encontraremos com a disposição de fazer a nossa real modificação interior, na busca e no desenvolvimento dos valores morais espirituais que jazem latentes no imo do nosso ser, a espera da nossa disposição de utilizá-los.
 
Fontes:
Livro Episódios diários - Divaldo Pereira Franco - Joanna de Ângelis– Livraria Espírita “Alvorada” 1ª Edição- 25 Capítulo.
 
Livro dos Espíritos – Allan Kardec – FEB. 76ª Edição
 
Revista Época.
 
 
Francisco Rebouças.
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